Delação Odebrecht: Campanha de Aécio recebeu propinas de obra de Minas Gerais

 
Jornal GGN – O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, confirmou que Aécio Neves acertou esquema de fraude e corrupção em licitação de obra da Cidade Administrativa, para favorecer empreiteiras, e sua campanha teria recebido até 3% do valor dos contratos. Outras delações da Andrade Gutierrez e da OAS já informaram vantagens e doações obtidas pelo PSDB após contratos da Cidade Administrativa.
 
Em outubro do ano passado, Otávio Marques de Azevedo, empresário da Andrade Gutierrez, delatou doações de R$ 20 milhões à campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), em 2014, a pedido do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Bordes da Costa, conhecido como Oswaldinho.
 
Oswaldinho é apontado na Operação Lava Jato como um “tesoureiro informal” de Aécio em esquemas ilícitos. Já em delação de Léo Pinheiro, da OAS, o executivo aparece cobrando propinas em cima também dos contratos das obras da Cidade Administrativa.
 
Léo Pinheiro informou que a OAS pagou 3% sobre o valor da construção da Cidade Administraiva, que custou um total de R$ 2,1 bilhão, ao assessor de Aécio, Oswaldo Borges, que atuou junto a campanha, informalmente, entre 2002 e 2014. 
 
Entretanto, a informação cedida em tentativa de acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi frustada. Janot suspendeu a colaboração, após o vazamento de trechos das denúncias.
 
Nesta segunda (30), o jornalista Severino Motta adiantou que a Odebrecht delataria sobre o tema. A apuração veio junto a procuradores da República, que narraram esquema comandado pelo PSDB para financiar campanhas eleitorais de Aécio. O senador governava Minas Gerais, entre 2003 e 2010, quando foram feitas as obras da Cidade Administrativa no Estado.
 
 
Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta (02) traz mais detalhes da nova da delação da Odebrecht. Benedicto Júnior, conhecido como BJ, disse aos procuradores da República que, após o acerto do esquema de fraude em licitação da Cidade Administrativa, Aécio disse às construtoras para procurarem o Oswaldinho.
 
Benedicto Júnior disse, ainda, que o valor acertado de propina ao PSDB de Aécio ficou definido entre 2,5% a 3% sobre o total dos contratos. Ao Buzzfeed e à Folha, Aécio Neves e o PSDB de Minas negaram qualquer irregularidade ou esquema de corrupção, e defenderam o fim do sigilo “para que todo o conteúdo seja de conhecimento público”.
 

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