Delator narra pedidos de propina pelo PMDB desde governo FHC


Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN – O envolvimento direto de Michel Temer no acerto de caixa dois e repasses da Odebrecht às campanhas do PMDB, em 2014, ganhou mais um capítulo. Em delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Odebrecht José de Carvalho Filho, narrou detalhes de como operacionalizou o pagamento de R$ 10 milhões ao assessor e amigo pessoal do presidente, José Yunes. 
 
Carvalho detalhou que as reuniões com Padilha para tratar de contratos da Odebrecht ocorriam desde 1997. Em uma dos primeiros encontros, o delator conta um pedido de Eliseu de R$ 2 milhões ao partido, logo após a assinatura de um contrato obtido pela empreiteira, relacionado a obras no Tocantins, quando o político era ministro dos Transportes, no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000.
 
Padilha, contou o delator, recebeu R$ 2 milhões para “ajudar nos custos da campanha do PMDB no país naquele ano”, período de eleições, acrescentou. Nesse primeiro acordo, o interlocutor que teria recebido o montante pelo PMDB foi Edgar Santos, ligado à sigla.
 
https://www.youtube.com/watch?v=dfuEF2ISrXo height:394
Assista à íntegra da delação de José de Carvalho Filho à PGR
 
Carvalho narrou ainda, outros dois episódios em que Padilha, braço-direito de Michel Temer no atual governo, pediu propinas para campanhas do PMDB, em 2014. Uma delas, em março, contou que o executivo Benedicto Júnior determinou o repasse de R$ 4 milhões, feitos diretamente no gabinete de Padilha, desta vez, ministro da Aviação Civil no governo Dilma Rousseff.
 
Naquela época, a Odebrecht estava interessada nas concessões de alguns aeroportos do país, e conseguiu vencer a concorrência do Galeão, no Rio de Janeiro. O delator disse que parte desses valores foi destinado ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ex-executivo da Odebrecht delatou, ainda, que o próprio peemedebista o chamou por telefone cobrando os valores.
 
“Em belo dia me liga o deputado chateado, porque não tinha recebido o dinheiro, brigou comigo, falou de forma ostensiva e agressiva”, disse.
 
Na mesma delação à PGR, José de Carvalho Filho conta que respondia a ordens de seu superior, Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Em outro episódio, também em 2014, Padilha entregou a ele o endereço do repasse de outros R$ 10 milhões da empreiteira ao PMDB. O endereço era do “senhor Yunes ou senhora Cida, pessoas indicadas por Eliseu Padilha para receber os valores”, disse.
 
 
 
 

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6 comentários

  1. O Brasil está afundando

    O Brasil está afundando práticamente por conta dos golpistas! a maioria são velhos acima dos 70 anos e sabem o que os filhadasputas fazem? Ficam enchendo linguiça com subterfúgios auto blindantes, tendo como um dos piores exemplos a diminuição da maioridade para 16 anos! Pô! O que nós queremos e o que está faltando é o contrário! o problema é a total isenção de punidade para os filhosdasputas de idade avançada! Acima de 70 anos fica tudo numa boa! Vamos começar prendendo o pior deles! O chefete do boquete fernando henrique cardoso clinton, o pior apátrida traidor de todos os tempos já verificado no Brasil! E aí é só ir descendo da idade dele de 90 anos até chegar nuns 60 anos, vai dar uns milhares de políticos / parlamentares velhos fudendo a juventude brasileira, principalmente! 

  2. Como os criadores e pioneiros

    Como os criadores e pioneiros da propinagem, antigamente chamadas de malas prêtas, são exatamente os golpistas demotucanos peemedebistas que estão querendo jogar tudo nas costas do Lula e PT, cana nêles prioritáriamente! A relação promíscua de fernando henrique cardoso clinton e sua gangue de ditadores golpistas é clara! Até reeleição o filhodaputa comprou dos filhodasputas dos parlamentares mamadores da gangue! E aí moro! já pintou as grades da cadeia de azul e amarelo para receber a demotucanada!  Aproveita e reserva a melhor prá você tucanalha! e outra prá sua escort girl! a não ser que tenha filho menor de idade meréce cana!

  3. SEM PALAVRAS

    “Auriverde, pendão da minha terra… Antes te ouvessem roto na batalha, que servires a um Povo de mortalha” — Castro Alves.

    Nassif: dizer, mais, o quê?

  4. Curiosidade, em se tratando

    Curiosidade, em se tratando de doação em espécie, via caixa dois, não existia o risco do funcionário dizer que fulano pediu doação, mas na realidade embolsava a grana?

  5. O Xadrez da Terceira Lei de Newton

    O Xadrez da Terceira Lei de Newton

     

    A Lava Jato saiu do controle e agora de agora em diante terá que enfrentar as poderosas oligarquias políticas. Essa nunca foi a intensão do Juiz Sérgio Moro e de sua turma de Curitiba.

     

    Sabemos que a Lava Jato nasceu para atingir apenas o PT, para apoiar o golpe e para inviabilizar o Lula. Nessa caçada insana Moro foi longe demais e não percebeu que a condição para condenar Lula tinha um preço tão alto. Agora terá que lidar com o que não tinha planejado.

     

    A Lava Jato nunca se interessou em prender os tesoureiros dos outros partidos, pois não queria mexer nesse vespeiro. Foi a inteligência de Marcelo Odebrecht que forçou a quebra do silêncio obsequioso da Lava Jato contra todo o universo político fora do PT.

     

    Essa manobra do Marcelo Odebrecht não foi movida por sentimentos de cunho moral, trata-se apenas de uma ousada jogada estratégica para forçar a reversão da Lava Jato. Aborrecido pela prisão de seu filho Emílio Odebrecht chegou a procurar os Marinhos para pedir que eles intervissem junto a Lava Jato para soltar Marcelo Odebrecht. Os Marinhos disseram que para sair da cadeia, Marcelo teria que colaborar para inviabilizar a candidatura do Lula, ou seja, teria que apontar sua delação contra Lula.

     

    No entanto Marcelo Odebrecht sabia que se entrasse no jogo de incriminar apenas Lula e o PT a Lava Jato seria encerrada depois de concretizar seus objetivos fechando assim toda possibilidade de reversão de sua condenação e das multas e processos que sua empresa enfrente mundo a fora com a colaboração dos procuradores do Ministério Público Federal.

     

    O Ministro do Supremos Gilmar Mendes, poderia ter soltado Marcelo a hora que quisesse com já fez com outros tantos figurões presos anteriormente, mas preferiu não se mover esperando que o plano ocorresse conforme combinado – fechar a Lava Jato só depois da condenação do Lula.

    Marcelo Odebrecht resolveu fazer o acordo de delação premiada em conjunto com o judiciário da Suíça e dos EUA para garantir que suas delações seriam amplas e não filtradas pela Lava Jato. Garantiu assim uma bomba de proporções cataclísmicas.

     

    O golpe foi dado, conforme confirmado pelos áudios do Jucá, para limitar a Lava Jato e assim Moro cuidaria do Lula e os golpistas cuidariam de manter o pacto nacional com o supremo e com tudo. Parece, no entanto, que o ministro Teori Zavascki não quis fazer parte desse pacto. Ele não se envolveu com os golpistas e ainda por cima acelerou os trabalhos para concluir a delação da Odebrecht.

     

    Por golpe do destino ou por obra de uma sabotagem bem-feita, Teori Zavascki veio a falecer as vésperas de concluir os trabalhos e de tornar pública as delações. Com a morte de Teori, Temer teria o poder de indicar o novo ministro que ficaria a cargo das delações. Por causa de pressões populares, a ministra Cármen Lúcia, manobrou para que o Ministro Edson Fachin, assumisse o lugar de Teori ao invés do indicado de Temer, evitando que o golpe dado para controlar parte da Lava Jato fosse adiante. Edson Fachin apenas dá prosseguimento as ações planejadas por Teori. Eles não tiveram coragem de evitar o golpe, mas não querem deixar que os golpistas saem ilesos da irresponsabilidade que eles fizeram contra a democracia, ao jogar o país em um turbilhão sem fim.

     

    Esse desenrolar dos acontecimentos foi o resultado de um conjunto de forças diversas, cada uma apontando para uma direção específica, que resultou na erupção de denúncias contra todo o mundo político. Na verdade, todos falharam em suas ambições e agora terão que refazer suas estratégias.

     

    A única saída para o mundo político é revogar a delação da Odebrecht. Parece que Marcelo conseguiu o que queria e colocou todos na linha de tiro que mirava apenas o Lula. Agora, as mais poderosas oligarquias políticas do país não têm outra saída senão atacar a Lava Jato. Edson Fachin pode ter sido o responsável por armar a bomba, mas ela via explodir no colo do Moro e da justiça seletiva de Curitiba.

     

    Esse quadro atual devolveu o poder de barganha a Marcelo Odebrecht. Se a Odebrecht costurar um acordo com as oligarquias políticas no sentido de anular e reverter a Lava Jato, Marcelo poderá em algum momento vir a público e dizer que foi coagido a inventar essas delações, que a força tarefa o forçou a mentir sobre muitas coisas que ele falou. Essa manobra daria abertura para que a Gilmar Mendes colocasse sob suspeita toda a delação e quem sabe até mesmo toda a operação Lava Jato.

     

    Sabemos que a Lava Jato foi trilhada segundo uma série de irregularidades jurídicas, que foram ignoradas enquanto os alvos eram penas petistas. Agora acho que esse conjunto de vícios poderão ser utilizados para desmontar toda operação. Sob a justificativa da teoria do fruto da árvore contaminada toda a Lava Jato pode cair por terra.

     

    Mesmo isentos de condenação os políticos ficaram com o filme queimado, e talvez apenas Lula poderia ser utilizado com tábua de salvação do velho mundo político e empresarial na criação de um novo pacto social. Se Lula promover recondução das políticas sociais, dos direitos ceifados e trilhar o caminho da recuperação da economia, o país poderá sob uma atmosfera mais tranquila debater as reformas políticas necessárias para inibir que a corrupção seja o esteio e o calcanhar de Aquiles do mundo político brasileiro.

    • o….

      Então por que Poder Judiciário? Então por que Estado? Então por que Constituição Cidadã? Então 30 anos de absurda farsa de redemocratização. Era esta a solução apresentada para o país por farsantes e comparsas da Imprensa? Canalhas, canalhas, canalhas. Todos. Parabéns pelo país que vocês ajudaram a destruir. Nada como um dia após o outro. 

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