José Eduardo Cardozo teria negado proposta ilícita de executivos da JBS

Foto: Divulgação

Jornal GGN – A coluna de Mônica Bergamo nesta terça (5) mostra que Joesley Batista e Ricardo Saud atiraram para todo lado após decidirem gravar e entregar conversas com autoridades aos procuradores da República, em troca de um acordo de delação premiada.

Um dos alvos teria sido José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justila de Dilma Rousseff. Ele funcionaria como uma escada para pegar ministros do Supremo Tribunal Federal, acreditavam os executivos da JBS. Só que a honestidade de Cardozo – que ocupa o último parágrafo da nota na Folha – acabou estragando o plano.

Segundo Bergamo, num dos grampos entregues à Procuradoria Geral da República pela J&F na semana passada, Joesley e Saud falam sobre um diálogo com Cardozo, “que teria sido gravado”.

Eles teriam atraído Cardozo para uma conversa com a desculpa de que queriam contratar seus serviços advocatícios. “No meio da conversa, eles arrancariam do ex-ministro da Justiça informações sobre magistrados do STF. Dependendo do teor delas, entregariam o conteúdo à PGR. Os executivos da JBS entendiam que os procuradores tinham grande desejo de que as investigações alcançassem o Supremo”, pontuou Bergamo.

“Saud diz ainda a Joesley que teria ouvido de Cardozo que o ex-ministro teria cinco ministros do STF no bolso. A afirmação é considerada uma bravata típica do executivo por interlocutores da própria JBS”, acrescentou.

O encontro com Cardozo ocorreu. O ex-ministro “teria feito afirmações genéricas sobre os magistrados [do STF] e teria inclusive recusado propostas de pagamentos de honorários fora das vias regulares.”

Ainda segundo a colunista, quem indicou a Saud que Cardozo seria o elo para chegar ao Supremo foi um homem chamado “Marcelo” – possivelmente o ex-procurador Marcelo Miller, diz a jornalista.

Assine

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora