Delatores acham que não houve crime no caso do sítio e do Instituto Lula

Foto: Robson Ventura/Folhapress
 
 
Jornal GGN – Depois de publicar que a Odebrecht e Lava Jato de Curitiba omitiram uma série de crimes de superfaturamento em obras no acordo de delação premaida, agora a Folha de S. Paulo revela que delatores estão sendo perseguidos e pressionados pelos procuradores para admitir culpa e endossar as acusações feitas contra Lula nas duas ações penais que estão nas mãos de Sergio Moro.
 
Segundo reportagem desta sexta (15), pelo menos 3 delatores da Odebrecht não acham que houve crime ou não concordam com a narrativa dos procuradores no caso do sítio de Atibaia e na compra de um imóvel nunca usado pelo Instituto Lula. O Ministério Público Federal denunciou o petista por ter recebido esses benefícios da empreiteira em troca de favorecer a empresa em negócios da Petrobras.
 
“Paulo Melo, executivo que participou da negociação de um terreno comprado para o Instituto Lula e foi acusado de lavagem de dinheiro, pediu absolvição a Moro. Ele diz que não cometeu o crime e não viu nada de errado na relação entre a empresa e o ex-presidente”, apontou o jornal.  Ele também afirmou que não sabia da existência de nenhuma contrapartida por parte de Lula.
 
Também delatores, Carlos Armando Paschoal e Emyr Costa participaram das obras do sítio de Atibaia, e pediram para ser inocentados. Eles disseram que só cumpriram ordens e negaram existência de crime.
 
“Paschoal, um dos acusados no caso do sítio de Atibaia, reconheceu em seus depoimentos à Lava Jato que pagou propina a funcionários públicos e fez doações ilegais a dezenas de políticos, mas diz que apenas mandou executar as obras no sítio, sem participar dos acertos da cúpula da empresa com Lula.”
 
Outro delator, Paulo Sérgio Boghossian é forçado pela Odebrecht e pelos procuradores a admitir que pagou propina a agente da Petrobras, mesmo dizendo que ele nunca fez isso. Segundo a Folha, ele é ameaçado de ir para a cadeia, por descumprimento do acordo que a empresa moldou junto à Lava Jato, para que sirva de exemplo para outros que pensem em fugir do que foi escrito nas colaborações.
 
Os acordos foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal, mas caberá a Moro e outros juízes da primeira instância avaliar se os benefícios aos delatores devem ser mantidos.

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