Delegado aliado de Moro investiga Carlos Bolsonaro em inquérito sigiloso das Fake News

Inquérito que tramita na Corte em sigilo expõe o filho do mandatário, o vereador Carlos Bolsonaro, como um dos articuladores do esquema de Fake News

Os filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Carlos Bolsonaro - Foto: Evaristo Sa/AFP/Getty Images

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro tem “preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca [do comando da Polícia Federal] seria oportuna”, foi uma das mais fortes declarações de Sérgio Moro nesta sexta-feira (24). Um dos inquéritos que tramita na Corte em sigilo é o que expõe o filho do mandatário, o vereador Carlos Bolsonaro, como um dos articuladores do esquema de Fake News.

O filho 02 de Jair Bolsonaro seria o centro dessa investigação, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, que tramita em sigilo no Supremo e que o presidente tem interesse em obter mais informações e interferir no curso dessa apuração.

Entre os investigadores do inquérito que enquadra “Carluxo”, como é chamado o filho de Bolsonaro, está um forte aliado de Sérgio Moro, Igor Romário de Paula, que atuou na coordenação da Operação Lava Jato em Curitiba.

Carlos é apontado como um dos líderes do esquema de Fake News, que intimidava e ameaçava autoridades públicas na internet. Além dele, seu irmão e o filho 01 de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, também é listado na investigação.

Os possíveis interesses de Bolsonaro interferir nesta investigação ainda chegam à coincidente medida tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator deste inquérito, de determinar que a PF mantenha a atual composição de delegados na apuração. O despacho de Moraes foi feito nesta mesma sexta-feira (24).

Leia mais – Novo chefe da Polícia Federal, Ramagem é íntimo de Carlos Bolsonaro

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

3 comentários

  1. Ainda sou da opinião (de alguns, concordo) que Bolsonaro não é a doença, mas o sintoma.
    Quantas e quantas vezes não foram vistos em empresas, públicas e privadas, autarquias, órgãos governamentais diretos e indiretos, etc. “queimação de filme”, puxada de tapete, interesses escusos por pouco ou quase nada, mudanças bruscas de políticas e viradas de mesa para impedir investigações e que problemas de toda a espécie viessem à luz do dia?
    Claro, democracia é isto, a coisa pública escancarada, você quer ver, você tem direito a ver.
    Se em empresas privadas causam desde estranheza até crimes contra a pessoa, o que não dizer da esfera pública, onde é corolário – entre o riso, o pouco caso e a tristeza – onde o princípio é da impessoalidade?
    Impessoalidade pode dizer o seguinte: se meu chefe é um filhodap*ta, em primeiro lugar, ele está chefe, o cargo não é permanente; em segundo lugar, a lei tem que chegar até ele.
    Este país tem que ser reinventado, e na luta política, não tem outro jeito.

  2. Nao parece haver dúvidas sobre a participação dos filhos em varios esquemas criminosos.
    Não estaria na hora de indicia-los já com impedimento de atuar nas áreas onde têm causado tanto mal ao país? Nao esquecendo de incluir os imediatamente abaixo e acima destes esquemas.
    Afinal o Brasil precisa voltar a normalidade política para resolver as questões de saúde e econômica, exatamente nesta ordem.

  3. Enquanto isso, O Moro fingia que tava tudo limpol, como dantes no Quartel de Abrantes
    O relatório do laranjal foi em tempos idos. Águas passadas movem moinhos?
    Os tempos são outros. Covid-17

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome