Delegado e procurador dizem que Marielle pode ter sido morta por milicianos

Foto: Reprodução/Facebook PSOL
 
 
Jornal GGN – Um delegado da Polícia Civil e um procurador que atua diretamente na investigação do assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, afirmaram que tudo indica que milicianos podem estar por trás do atentado.
 
O procurador José Maria Panoeiro, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, disse à BBC Brasil que uma “a forma de organização do crime, o fato de a assessora não ter sido alvejada diretamente e o fato de o motorista ter levado um tiro por trás denota um certo grau de planejamento (da ação) que leva a colocar policiais como suspeitos da prática do delito.”
 
Ele ressalvou que não descarta a hipótese de envolvimento do tráfico, embora ache muito “pouco provável que, por exemplo, traficantes de drogas de uma determinada comunidade saíssem armados para seguir o carro de uma vereadora que sai de um evento à noite na Lapa”.
 
Para o procurador, o crime teve motivação política. “O que ela fez que é diferente e poderia incomodar as atuações expostas? É a questão da violência policial. Dos elementos que se apresentam, tudo aponta para possível envolvimento de policiais ou milicianos no crime”, reforçou.
 
Já Orlando Zaccone, delegado da polícia civil do Rio, que faz parte de um grupo de policiais civis e militares suprapartidário, autointitulado “Policiais Antifascismo”, disse ao portal RFI que “o tráfico não opera da forma como se deu a mecânica da execução da Marielle.”
 
“O carro emparelhou, eles observaram o interior do veículo, concentraram todos os tiros na Marielle. O tráfico opera de uma outra forma. Iam sequestrar o carro, levar para dentro de uma comunidade, iam fazer micro-ondas [no jargão policial: colocar vítima dentro de um pneu e atear fogo]. Não existe nenhuma informação em concreto que justifique a possibilidade disso ter sido praticado sem motivação política.”
 
 
 

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