Desvios na Saúde do Rio chegam a secretário de Doria, Alexandre Baldy

Acusações partiram de ex-diretores da Pró-Saúde, que indicaram pagamentos ilícitos a agentes públicos que intercederam em contratos públicos

Baldy em audiência com Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019 - Foto: Edsom Leite/Ascom

Jornal GGN – Alexandre Baldy (PP), hoje secretário estadual de Transportes do governo de São Paulo, liderado por João Dória (PSDB), foi preso na manhã desta quinta (06). Ele é investigado em esquema de pagamento de vantagens indevidas a organização criminosa, que detinha cotratos junto ao poder público.

Chamada de Dardanários, é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que apura esquemas de corrupção na área da saúde. Além da prisão de Baldy, foram cumpridos outros cinco mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão pela 7ª Vara Federal do Rio, comandanda pelo juiz Marcelo Bretas.

Apesar da autorização partir da Justiça de piso do Rio de Janeiro, Baldy é secretário do governo paulista de João Dória desde o início de seu mandato, no ano passado. Ele também atuou como ministro das Cidades do governo de Michel Temer e foi deputado federal por Goiás.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ), as acusações que levaram a esse desdobramento partiram de ex-diretores da Organização Social Pró-Saúde, que indicaram pagamentos ilícitos a agentes públicos que supostamente intercederam a favor da organização em contratos públicos.

O caso se centrou no Rio de Janeiro, aonde a entidade teria obtido o superfaturamento de contratos, gerando uma espécie de caixa 2 da organização, que seria responsável por cerca da metade do faturamento nacional da Pró-Saúde, que saltou de R$ 750 milhões em 2013 para R$ 1 bilhão em 2014 e R$ 1,5 bilhão em 2015.

Segundo os investigadores, “com o sucesso da empreitada criminosa, os agentes prosseguiram intermediando os interesses dos ex-diretores da Pró-Saúde na obtenção de contratos de sua empresa recém-criada com outros órgãos da administração pública, mediante o pagamento de um percentual a título de vantagens indevidas”.

O caso teria se estendido para contratos da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) e da Fiocruz, por meio da Fiotec. As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Petrópolis (RJ), Brasília (DF) e Goiânia (GO).

 

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