Diretor da PF de Santos é substituído em meio a investigação do Porto de Santos


Foto-montagem: Brasil 247
 
Jornal GGN – O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, trocará o comando da delegacia de Santos, até então a cargo de Júlio César Baida Filho, após uma reunião envolvendo delegados e auditores e outros dez investigados nas irregularidades do Porto de Santos, tradicional área de influência do atual presidente Michel Temer.
 
A informação foi divulgada pelo repórter Walter Nunes, da Folha de S. Paulo, que aponta que há cerca de três semanas, investigadores da PF em Santos e representantes de órgãos federais, auditores da Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União e outros órgãos se encontraram com cerca de 10 investigados no caso.
 
E, paralelamente, há poucos dias o número dois da delegacia de Santos, Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho, vinha informando o diretor da unidade, Baida Filho, que hoje está de férias nos Estados Unidos, de que ele seria retirado do cargo. Almeida teria dito a Baida que a decisão era de Fernando Segovia. 
 
Ainda, que o novo delegado a ocupar a direção da PF de Santos seria José Roberto Sagrado da Hora, nome que tampouco seria de agrado de parte dos investigados. Por isso, em outra ligação, Lindinalvo disse a Baida Filho que o substituto seria outro, que estaria sob análise.  A reportagem da Folha não indicou quem seriam os investigados que possivelmente teriam influência na escolha do novo diretor da PF de Santos. 
 
Mas o próprio mandatário Michel Temer é investigado por favorecimento da operadora de terminais Rodrimar, com o Decreto dos Portos, recebendo em troca propinas, que teriam sido intermediadas pelo ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que foi neste ano flagrado com uma mala de R$ 500 mil de subornos da JBS que teria como destinatário Temer.
 
Para evitar tumultos ou repercussões, a Baida Filho foi oferecido o posto de chefia da força-tarefa contra o tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro. Ele aceitou o cargo na última quarta-feira (20).
 
Em resposta, o número dois da PF de Santos, Lindinalvo de Almeida, disse que “ainda nada há de efetivo no que pertine a este assunto”. Já o ex-diretor Júlio César Baida Filho preferiu não se manifestar até a sua volta das férias. Já a PF de São Paulo encarou a troca com naturalidade, pela mudança da direção-geral da PF, nas mãos agora de Segovia. 
 

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