Donos das marcas Sadia, Perdigão, Seara e Big Frango são alvos da operação Carne Fraca

Jornal GGN – Os grupos JBS e BRF, responsáveis pelas marcas Seara e Big Frango, além da Sadia e Perdigão, respectivamente, foram alvos da Polícia Federal nesta sexta (17), em função da operação Carne Fraca. A investigação apura esquema de pagamento de propina a fiscais do Ministério da Justiça para evitar fiscalização. Os investigadores flagraram venda de carne com agentes químicos cancerígenos para disfarçar a deterioração do produto.

No total, a PF anunciou 38 mandados de prisão contra executivos das duas empresas. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de 1 bilhão de reais nas contas da JBS e BRF. Segundo informações do El País, “além das duas gigantes do setor, outras 29 companhias também são alvo da operação”.

Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, os investigadores apontaram que escolas da rede pública do Paraná foram abastecidas com alimentos adulterados. “Inúmeras crianças de escolas públicas estaduais estão se alimentando de merendas compostas por produtos vencidos, estragados e muitas vezes até cancerígenos para atender o interesse econômico desta poderosa organização criminosa”, apontou o delegado Maurício Moscardi Grillo, que atuou na Lava Jato.

Segundo ele, a operação “mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa.”

A PF diz que a Carne Fraca já é a maior operação da história da corporação, por ter empregado mais de mil agentes ao longo de dois anos de investigação.

Segundo o delegado Grillo, há indicios de que o esquema tenha abastecido partidos políticos como PMDB e PP. Mas não há dados exatos sobre as cifras envolvidas nem quem são os políticos beneficiados.

A operação foi deflagrada em sete estados: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. 

JBS e BRF negam as acusações e afirmam que os produtos que colocam no mercado são de qualidade.

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