Durante CPI, Renato Duque chama delator de ‘mentiroso contumaz’

Jornal GGN – Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, chamou o delator Augusto Mendonça de “mentiroso contumaz” durante acareação da CPI da Petrobras, nesta quarta-feira, em Curitiba. Ele também disse que passar seis meses na prisão “não tem justificativa”. Duque está preso desde março na Operação Lava Jato.

Ex-executivo da Toyo Setal, Augusto Mendonça disse em sua delação premiada que pagou propina relacionada a contratos com a Petrobras através de doações oficiais ao PT, por meio de Renato Duque. 

João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido, também este na acareação mas preferiu ficar calado.

Da Folha

 
AGUIRRE TALENTO
 
ESTELITA HASS CARAZZAI

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, preso desde março na Operação Lava Jato, chamou o delator Augusto Mendonça de “mentiroso contumaz” durante acareação com ele na CPI da Petrobras em Curitiba, nesta quarta-feira (2), e afirmou que passar seis meses na prisão “não tem justificativa”.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também foi submetido a essa acareação com Duque e Mendonça, mas optou por ficar em silêncio.

Em sua delação premiada, Augusto Mendonça, ex-executivo da Toyo Setal, já havia afirmado que pagou propina referentes a contratos com a Petrobras via doações oficiais ao PT por meio de Duque.

Duque, apesar de ressaltar que ficaria calado, fez várias críticas a Augusto Mendonça em tom irritado, mas não rebateu as acusações de pagamentos de propina.

O ex-diretor atualmente também negocia um acordo de colaboração premiada, mas ainda não o fechou com o Ministério Público Federal.

“Vou me manter em silêncio. Só gostaria de deixar ressaltado que o senhor Augusto é um mentiroso, ele mente na delação, ele sabe que está mentindo, mas por orientação do meu advogado eu vou permanecer em silêncio”, afirmou.

Em outro momento, o ex-diretor disse que, se precisasse tirar propina de seu bolso para dar ao PT, faria isso diretamente, sem esse intermediário.

“Não precisaria dar pra essa pessoa [Augusto Mendonça]. Ele não tem competência nem para fazer isso”, declarou.

‘TIGRÃO’

Às acusações do delator, Duque respondia chamando-o de “mentiroso” outras vezes e chegou a citar o caso de um personagem chamado Tigrão que, segundo Augusto Mendonça, era um intermediário de Duque para receber propina.

“Volto a insistir, esse senhor é um mentiroso contumaz. Na delação ele cita Tigrão, é o nome que ele cita. É um absurdo alguém dizer que entrega fortunas para alguém de nome Tigrão”, afirmou Duque.

Questionado sobre esse ponto, Augusto Mendonça disse que três pessoas diferentes que foram retirar dinheiro em seu escritório foram identificadas como Tigrão.

“Agora o Tigrão já são três pessoas”, ironizou Duque.

Ao comentar sua situação, o ex-diretor criticou o fato de estar preso. “Eu tenho um sentimento pessoal, mas eu respeito a Justiça. Como pessoa, como pai, como marido, como avô, realmente acho que seis meses em prisão não tem justificativa, mas eu respeito a Justiça e estou aguardando que ela se pronuncie”, declarou Duque.

Questionado pela deputada Eliziane Gama (PPS-MA) sobre as provas de que Mendonça seria mentiroso, Duque foi para a ofensiva e disse que ele estava “roubando” a Toyo Setal, empresa na qual atuava.

“Ele [Augusto] recebeu dinheiro do consórcio para repassar propina, é o que ele diz. Ele fez contratos com a empresa do senhor Julio Camargo para repassar propina. […] Dos R$ 110 milhões que ele diz que recebeu do consórcio pra propina, só mostra que repassou R$ 33 milhões pro senhor Julio Camargo. O resto, sumiu”, afirmou Duque.

E completou: “Estou dizendo que ele roubou. Ele sabe disso, ele roubou do consórcio”.

Mendonça rebateu dizendo que as declarações de Duque eram para se defender e que entregou provas ao Ministério Público da saída dos recursos. “Eu não sou mentiroso e ele sabe que eu não sou mentiroso”.

CONTRADIÇÕES

O relator Luiz Sérgio (PT-RJ) e o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) apontaram contradição na fala de Augusto Mendonça, lendo um depoimento dado por ele no qual afirmou que as doações ao PT eram legais e não configuravam propina.

Mendonça afirmou não se recordar, porque deu muitos depoimentos, mas ressaltou que a versão correta é que doou ao PT a pedido de Duque, como parte da cota de propinas pagas à diretoria de Serviços.

“Esta afirmação que parte dos valores a pedido do Renato Duque eu fiz em contribuições oficiais ao PT e era relativo ao dinheiro que eu deveria dar a eles, eu falei isso desde a primeira declaração e esta é a versão que eu confirmo”, disse o delator.

ENCONTROS

Duque foi questionado pelo deputado Aluisio Mendes (PSDC-MA) sobre sua relação com Vaccari, disse que o conhecia desde 2010 e confirmou que se encontravam eventualmente, como já havia dito em depoimento à Polícia Federal.

“[A relação] não era de amizade, nunca frequentei a casa dele e vice-versa. Era uma relação de conhecimento mesmo”, afirmou.

O deputado lhe perguntou sobre os motivos desses encontros. “Não tinha uma agenda, encontrava simplesmente quando eu ia a São Paulo, ligava, marcávamos um encontro. Quando ele ia ao Rio me procurava e vice-versa”, disse o ex-diretor. Segundo ele, conversavam sobre “assuntos gerais”, “nada específico”.

Duque disse que todas as reuniões com Vaccari em que o ex-gerente, também delator, Pedro Barusco esteve presente só ocorreram depois que Barusco saiu da Petrobras.

Seu ex-gerente lhe acusa do recebimento de propina, dizendo que dividia as vantagens indevidas com Duque e com o PT. Mas, sobre isso, Duque preferiu se calar. Apesar de ter acusado Mendonça de mentiroso, ao ser questionado se Barusco também havia mentido, o ex-diretor respondeu: “Vou permanecer calado”. Também ficou calado quando lhe perguntaram diretamente se havia recebido propina.

 

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12 comentários

  1. Só o Diabo sabe e ele não exige provas

    Finalmente, quem é que não é mentiroso na Operação Lava Jato?

    Todos estão presos por que todos têm culpa, ou por que todos são mentirosos contumazes?

    Como saber quando um mesmo delator está mentindo ou está falando uma meia verdade?

    Os procuradores “aloprados” investigam antes do veredicto?

    Esta explicação de que o delator não mentiria,  porque caso contrário perderia o prêmio pela delação premiada, é a maior mentira do mundo. E a prova maior da mentira é a presença de Youssef como bidelator.  Dessa vez o bidelator será perdoado e, além disso, gratificado pelos bons serviços prestados à República do Paraná.

    Quando a Operação Lava Jato terminará? Depois que o Brasil acabar? Você espera manter o seu emprego até lá?

     

     

     

  2. Quando a gente vai ver esses

    Quando a gente vai ver esses parlamentares de CPI trabalhando e fazendo juz ao que ganham. Passam a ideia de serem, todos, uns patetas. Viajam, se hospedam em hoteis, planejam um encontro com os indiciados e presos na Lava Jato para, ao fim e ao cabo, sairem do encontro com nada que possa acrescer às investigações. Depois de tanto ouvirem “reservo-me o direito de ficar calado” eles vão pro almoço, pro jantar, nos mais caros restaurantes de Curitiba, e bem comidos e bebidos, dormir o sono dos anjos, enquanto os brasileiros não tem nada a comemorar.

  3. Caros leitores,
    Sàbia foi a

    Caros leitores,

    Sàbia foi a declaração da presidente Dilma: “não confio em delator”. Na ocasião  ela citou Joaquim Silvério dos Reis. Foi um dos poucos bons momentos da presidente, no enfrentamento com a imprensa, com a PF, com o MPF e com parcela do Judiciário que, sob a esfarrapada desculpa de combater a corrupção, maquina diuturnamente a deposição da presidente. Para esse intento sórdido, procuradores do MPF, assim como policiais federais, se deixaram cooptar pela CIA, NSA e Departamento de Estado dos EUA. Nem mesmo alguns magistrados que fizeram pós-graduação nos EUA, e que se mostram muito afeitos ao direito anglo-saxão, como é o caso do juiz federal Sérgio Moro, escaparam desa cooptação. A prisão do vice-almirante Othon Pinheiro – coordenador do programa nuclear brasileiro e responsável por desenvolver as ultracentrífugas para enriquecimento de urânio (tecnologia que só o Brasil detém) – é prova cabal dessa trama, cujo nome mais adequado é CONSPIRAÇÃO. Não é teoria, é uma CONSPIRÇÃO de fato.

    Não sou psicólogo nem atuo na área forense, mas é fácil perceber que Augusto Mendonça mente. Como disse o juiz Alexandre da Rosa, todos os atores da Lava Jato são, na verdade, jogadores. Sérgio Moro é jogador e age como o dono da bola. Os delatores são jogadores que tentam usar as regras do jôgo (o acôrdo de delação premiada) para obter redução ou suspensão de pena ou abrandamento da pena em regime fechado para aberto ou semi-aberto. Para salvar a própria pele, um delator é capaz de tudo, inclusive de mentir de forma contumaz, delatando pessoas sem que possa provar o que declara perante o juízo e perante CPI. A notícia da Folha, embora reproduza as contundentes afirmações de Renato Duque sobre o mentiroso que é Augusto Mendonça, tem o nítido viés de mostrar ao leitor que Renato Duque recebeu propina. Ou seja, o jornal tem claramente o propósito de impingir no leitor a certeza de que Renato Duque recebeu propina, embora nenhuma prova disso tenha sido mostrada até o momento.

    Analisemos a estrutura da reportagem. No primeiro tópico tenta-se passar uma imagem de neutralidade, contextualizando a acareação entre o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, e o empresário Augusto Mendonça. Os repórteres lembram que Augusto Mendonça já dissera que Renato Duque recebera propina; depois eles tentam mostrar ao leitor que Renato Duque estava muito irritado. Para quem está acostumado com as manipulações da imprensa isso significa o seguinte: os repórteres querem convencer seus incautos leitores de que Renato Duque está irritado porque, de fato, recebeu propina. No mesmo parágrafo em que falam da irritação de Renato Duque, os repórteres afirmam que ele não rebateu as acusações de ‘pagamentos’ de propina. Notem os leitores que a intenção dos repórteres é convencer os leitores de que, ao não rebater as acusações nessa acareação, Renato Duque está aceitando e concordando com elas. No parágrafo seguinte os repórteres afirmam que o ex-diretor Renato Duque negocia um acôrdo de delação premiada; essa última afirmação está solta, pois os repórteres não citam a fonte (se é que a têm e não estão apenas especulando e manipulando o leitorado); e se há fonte, ela vazou informação que devia estar em segredo de justiça. Mas para atingir os fins (aniquilar o governo, o PT e as esquerdas), quaisquer meios, mesmo que ilegais, são usados à larga, tanto pela imprensa, pela PF, pelo MPF e pelo Judiciário. O segundo tópico tem estrutura semelhante ao primeiro; inicialmente é dada voz e ênfase às declarações de Renato Duque contra Augusto Mendonça; o último parágrafo é reservado, novamente, para uma resposta de Augusto Mendonça à acusação contudente feita por Renato Duque de que ele é mentiroso. Mais uma vez fica clara a posição editorial do jornal, que dá a última palavra ao lado que escolheu apoiar ou o que atende aos interesses da publicação e ao interesse do espectro político com o qual os proprietários, diretores e editores da publicação se identificam. No terceiro tópico, a técnica dos repórteres e do jornal é ainda mais evidente. O título do tópico, assim como os dois parágrafos iniciais, são fortes o suficiente para desqualificar os depoimentos de Augusto Mendonça, que diz agora o oposto do que disse antes. Mas para tentar convencer o leitor a acreditar em Augusto Mendonça, novamente a última palavra é dada a este. Mas quem acredita na imprensa e nos delatores acredita em tudo, não é!? O último tópico é quase uma cópia do primeiro, em termos de estrutura; quatro pequenos parágrafos relativamente neutros, abordando encontros de Renato Duque e João Vaccari; mas no parágrafo de fechamento, novamente os repórteres martelam a tese que querem impingir aos leitores, ao afirmar que Renato Duque não rebateu acusação feita por Pedro Barusco, de que recebera propina que seria dividida como PT; ao afirmarem que Renato Duque se calou diante da acusação feita por Pedro Barusco, os repórteres misturam alhos com bugalhos (o que disse Pedro Barusco, que não participou da acareação e o que disseram Renato Duque e Augusto Mendonça, postos frente a frente, para esclarecer dúvidas que ficaram a partir de depoimentos contraditórios dados por estes dois últimos). As duas frases finais da reportagem são a demonstração cabal de que os repórteres querem mesmo é convencer os leitores de uma tese, não informá-los corretamente; ora, afirmar que Renato Duque ficou calado quando perguntado se Pedro Barusco também mentiu (sendo que este não participou da acareação) e que se calou também quando perguntado se recebera propina é o mesmo que afirmar “Renato Duque é que está mentindo, ele recebeu propina”.

    Prezados leitores, desculpem o longo parágrafo, mas o assunto e raciocínio têm uma unidade que seria quebrada, caso eu os desmembrasse em parágrafos mais sucintos. O grande problema é que a maioria dos que ainda lêem e replicam as notícias publicadas em jornais e revistas não têm a capacidade de analisar crìticamente o que lêem. Quando sabemos identificar a que ponto querem chegar os repórteres e editores, as coisas ficam mais claras. Sempre fui crítico em relação à imprensa e fiquei ainda mais a partir de 1997, acompanhando o Observatório da Imprensa. Aqui no blog, felizmente, a maioria dos leitores é bastante esclarecida e crítica em relação ao noticiário.

    A todos o meu abraço.

  4. Tigrão.

    Tigrão tem significado informal de desocupado, maloqueiro.

    Tigrão transportava muito dinheiro.

    Mas Tigrão não é um, são três. Tigrão seria, então, uma entidade. A “Santissíma Trindade” do delator.

    Tigrão seria o transportador da propina. Tigrão não tem uma identificação, sequer um retrato falado. Tigrão teria entre 1,70 e 1,80m.

    Na delação, Tigrão ia pegar o dnheiro mas não havia uma conversa anterior entre o delator ou delatado marcando dia e hora. Na acareação, houve informação complementar, pois o delator afirmou que Tigrão ia toda primeira terça-feira do mês, com periodicidade anteriormente acertada. E Tigrão entregava a propina para Barusco, e Barusco a dividia com o Duque.

    O delator era alto dirigente de uma empresa. Ninguém em são consciência entrega uma grana para um desconhecido que vai a um desterminado local, seja um escritório ou uma casa. Barusco não identificaria Tigrão?

    Imagine um camarada, você mesmo, entrando, no ano 2008, numa empresa sem se identificar. Passando por uma portaria, por uma secretária. E sair da empresa sem um pacote. Não tinha ninguém na Portaria, nem a Secretária do delator, ou o um assessor dele, poderia o ajudar a identificar o Tigrão.

    Tem tigrada nessa história.

  5. Caros leitores,
    Sàbia foi a

    Caros leitores,

    Sàbia foi a declaração da presidente Dilma: “não confio em delator”. Na ocasião  ela citou Joaquim Silvério dos Reis. Foi um dos poucos bons momentos da presidente, no enfrentamento com a imprensa, com a PF, com o MPF e com parcela do Judiciário que, sob a esfarrapada desculpa de combater a corrupção, maquina diuturnamente a deposição da presidente. Para esse intento sórdido, procuradores do MPF, assim como policiais federais, se deixaram cooptar pela CIA, NSA e Departamento de Estado dos EUA. Nem mesmo alguns magistrados que fizeram pós-graduação nos EUA, e que se mostram muito afeitos ao direito anglo-saxão, como é o caso do juiz federal Sérgio Moro, escaparam dessa cooptação. A prisão do vice-almirante Othon Pinheiro – coordenador do programa nuclear brasileiro e responsável por desenvolver as ultra-centrífugas para enriquecimento de urânio (tecnologia que só o Brasil detém) – é prova cabal dessa trama, cujo nome mais adequado é CONSPIRAÇÃO. Não é teoria, é uma CONSPIRAÇÃO de fato.

    Não sou psicólogo nem atuo na área forense, mas é fácil perceber que Augusto Mendonça mente. Como disse o juiz Alexandre da Rosa, todos os atores da Lava Jato são, na verdade, jogadores. Sérgio Moro é jogador e age como o dono da bola. Os delatores são jogadores que tentam usar as regras do jôgo (o acôrdo de delação premiada) para obter redução ou suspensão de pena ou abrandamento da pena em regime fechado para aberto ou semi-aberto. Para salvar a própria pele, um delator é capaz de tudo, inclusive de mentir de forma contumaz, delatando pessoas sem que possa provar o que declara perante o juízo e perante CPI. A notícia da Folha, embora reproduza as contundentes afirmações de Renato Duque sobre o mentiroso que é Augusto Mendonça, tem o nítido viés de mostrar ao leitor que Renato Duque recebeu propina. Ou seja, o jornal tem claramente o propósito de impingir no leitor a certeza de que Renato Duque recebeu propina, embora nenhuma prova disso tenha sido mostrada até o momento.

    Analisemos a estrutura da reportagem. No primeiro tópico tenta-se passar uma imagem de neutralidade, contextualizando a acareação entre o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, e o empresário Augusto Mendonça. Os repórteres lembram que Augusto Mendonça já dissera que Renato Duque recebera propina; depois eles tentam mostrar ao leitor que Renato Duque estava muito irritado. Para quem está acostumado com as manipulações da imprensa isso significa o seguinte: os repórteres querem convencer seus incautos leitores de que Renato Duque está irritado porque, de fato, recebeu propina. No mesmo parágrafo em que falam da irritação de Renato Duque, os repórteres afirmam que ele não rebateu as acusações de ‘pagamentos’ de propina. Notem os leitores que a intenção dos repórteres é convencer os leitores de que, ao não rebater as acusações nessa acareação, Renato Duque está aceitando e concordando com elas. No parágrafo seguinte os repórteres afirmam que o ex-diretor Renato Duque negocia um acôrdo de delação premiada; essa última afirmação está solta, pois os repórteres não citam a fonte (se é que a têm e não estão apenas especulando e manipulando o leitorado); e se há fonte, ela vazou informação que devia estar em segredo de justiça. Mas para atingir os fins (aniquilar o governo, o PT e as esquerdas), quaisquer meios, mesmo que ilegais, são usados à larga, tanto pela imprensa, pela PF, pelo MPF e pelo Judiciário. O segundo tópico tem estrutura semelhante ao primeiro; inicialmente é dada voz e ênfase às declarações de Renato Duque contra Augusto Mendonça; o último parágrafo é reservado, novamente, para uma resposta de Augusto Mendonça à acusação contundente feita por Renato Duque de que ele é mentiroso. Mais uma vez fica clara a posição editorial do jornal, que dá a última palavra ao lado que escolheu apoiar ou o que atende aos interesses da publicação e ao interesse do espectro político com o qual os proprietários, diretores e editores da publicação se identificam. No terceiro tópico, a técnica dos repórteres e do jornal é ainda mais evidente. O título do tópico, assim como os dois parágrafos iniciais, são fortes o suficiente para desqualificar os depoimentos de Augusto Mendonça, que diz agora o oposto do que disse antes. Mas para tentar convencer o leitor a acreditar em Augusto Mendonça, novamente a última palavra é dada a este. Mas quem acredita na imprensa e nos delatores acredita em tudo, não é!? O último tópico é quase uma cópia do primeiro, em termos de estrutura; quatro pequenos parágrafos relativamente neutros, abordando encontros de Renato Duque e João Vaccari; mas no parágrafo de fechamento, novamente os repórteres martelam a tese que querem impingir aos leitores, ao afirmar que Renato Duque não rebateu acusação feita por Pedro Barusco, de que recebera propina que seria dividida como PT; ao afirmarem que Renato Duque se calou diante da acusação feita por Pedro Barusco, os repórteres misturam alhos com bugalhos (o que disse Pedro Barusco, que não participou da acareação e o que disseram Renato Duque e Augusto Mendonça, postos frente a frente, para esclarecer dúvidas que ficaram a partir de depoimentos contraditórios dados por estes dois últimos). As duas frases finais da reportagem são a demonstração cabal de que os repórteres querem mesmo é convencer os leitores de uma tese, não informá-los corretamente; ora, afirmar que Renato Duque ficou calado quando perguntado se Pedro Barusco também mentiu (sendo que este não participou da acareação) e que se calou também quando perguntado se recebera propina é o mesmo que afirmar “Renato Duque é que está mentindo, ele recebeu propina”.

    Prezados leitores, desculpem o longo parágrafo, mas o assunto e raciocínio têm uma unidade que seria quebrada, caso eu os desmembrasse em parágrafos mais sucintos. O grande problema é que a maioria dos que ainda lêem e replicam as notícias publicadas em jornais e revistas não têm a capacidade de analisar crìticamente o que lêem. Quando sabemos identificar a que ponto querem chegar os repórteres e editores, as coisas ficam mais claras. Sempre fui crítico em relação à imprensa e fiquei ainda mais a partir de 1997, acompanhando o Observatório da Imprensa. Aqui no blog, felizmente, a maioria dos leitores é bastante esclarecida e crítica em relação ao noticiário.

    A todos o meu abraço.

  6. Esta operação virou um bando de comadres?

    Fazendo fofocas? Não se investiga mais porra nenhuma? Este bando de investigadores FDP preferem ficar em suas salas com ar condicionado neste calor infernal e ficar ouvindo conversas de comadre para descobrir quem diz a verdade? PQP. E se paga altos salários para este bando para fazer apenas isto? Assim vou preferir ensinar praticas zootecnicas em minha sala com ar condinionado em vez de ir para o campo também. Muito mais cômodo e confortável que pegar na merda.

  7. se fosse para escolher, aqui

    se fosse para escolher, aqui agora no GGN-NASSIF a título de programa popular de auditório, a imagem vale mil palavras do Petrolão, na pureza essencial do cinismo descarado, não tenho dúvida, seria a fachada de Renato Duque, no que aliás, nem a brava desconsolada dona Maria Auxiliadora conseguiu quebrar…

  8. são muitas as mentiras

    Renato Duque pode ter suas responsabilidades, mas a historia que conta o delator Augusto Mendonça, parece mais um queijo guryère, esta cheia de buracos. 

  9. A Operação “Vaza à Jato” não tem credibilidade.
    Não acredito em nada, absolutamente nada, dessa malfadada operação, que na realidade tem o foco principal de destruir o PT, suas lideranças. Prova que é bom – nenhuma, só delações forçadas. Nessa brincadeira, na busca por criminalizar o PT, movimentos sociais e esquerdas para destruir o Brasil, em parte já conseguiram com a destruição de mais de 3 milhões de empregos e prejuízos avaliados em mais de R$200 bilhões, entre outros absurdos praticados para a entrega do Pré-sal, evitar a construção de nosso navio nuclear.

  10. “Em sua delação premiada,

    “Em sua delação premiada, Augusto Mendonça, ex-executivo da Toyo Setal, já havia afirmado que pagou propina referentes a contratos com a Petrobras via doações oficiais ao PT por meio de Duque.”

    Ele não falou isso acima. Ele disse que; fez doações de livre e espontanea vontade para o PT. Que ele(Augusto) quem procurou o PT, que ele estipulou o valor que doaria ao PT(respondendo a pergunta feita se foi Vaccari quem estipulou o valor da doação). Disse que doou a pedido de Duque e que não comentou sobre isto com o Vaccari.

    Sobre o Tigrão:

    Disse que iam buscar valores(propina) com ele(Augusto): o Goes, o Barusco e um codinome Tigrão (que, uns tres se apresentaram como Tigrão).Que não sabe quem são os vulgo ” Tigrão”.Que era avisado por Barusco e/ou por Duque que Tigrão iria buscar os valores.

    ________

    Houve outro depoimento que não foi comentado na mídia o do Fernando AGH Moura.

    Talvez pq tenha dito que nada tem com JDirceu e a indicação do Duque.

    Disse também sobre as ligações políticas dele e de familiares. PMDB(MDB), PFL  foram citadas. 

    Que morou fora do país de 2004 a 2013

     

  11. O irmão do Fernando Moura,

    O irmão do Fernando Moura, Olavo (ambos estão  “denunciados pela PF juntamento com Dirceu).

    Quando ouvido na PF lhe perguntaram se as visitas que fazia na ALESP eram par o ex assessor do Dirceu e ele respondeu que :  Não. Ele ia lá para visitar seu amigo Arnaldo Jardim. 

     

     

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