Estudo revela como Bolsonaro persegue servidores públicos

Pesquisadoras da FGV entrevistaram mais de 100 trabalhadores para apurar como o presidente age contra quem discorda dele

Jornal GGN – Duas pesquisadoras da Fundação Getúlio Vargas (FGV) elaboraram um estudo detalhando as formas como o presidente Jair Bolsonaro persegue os servidores públicos que discordam dele.

Foram entrevistados mais de 100 trabalhadores, e a pesquisa destacou quatro linhas de perseguição: opressão física, administrativa ou moral e o silenciamento, além de mudanças em procedimentos burocráticos.

“Nós estudamos os servidores federais há muitos anos. E desde o começo deste governo começamos a acompanhar diversos casos de ataque aos servidores”, disse Gabriela Lotta, professora de administração pública na FGV e professora visitante na Universidade Oxford, em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, do site Metropoles.

Segundo Gabriela, que elaborou o estudo ao lado da doutoranda Mariana Silveira, ao longo do tempo foi possível verificar o quão esse processo era “sistemático” e “muito bem orquestrado”, ao ponto de seguir padrões adotados em países como Hungria, Turquia e os EUA com Donald Trump.

Uma dessas mudanças ocorreu na forma como se solicita a extradição de criminosos brasileiros no exterior – todos os pedidos elaborados pela Secretaria Nacional de Justiça deveriam passar antes pelo chefe do órgão, o bolsonarista José Vicente Santini.

Essa mudança veio com o pedido de prisão do bolsonarista Allan dos Santos, e culminou com a demissão da delegada Silvia Amélia, então chefe da Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI).

Uma parte do estudo, em inglês, pode ser consultada no site do Centro de Estudos Legislativos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui e confira.

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