Ex-assessor conhecido como “Bessias” diz que IstoÉ distorceu depoimento à PF sobre Lula

Jornal GGN – Ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Jorge Messias – que ficou conhecido como “Bessias” após Sergio Moro divulgar áudio exibindo conversa entre a petista e seu sucessor, Lula, sobre um termo de posse como ministro – enviou nota à imprensa, neste sábado (11), desmentindo reportagem de IstoÉ sobre o caso.

Segundo Messias, IstoÉ teve acesso ao seu depoimento na Polícia Federal, que está sob sigilo, e se aproveitou da impossibilidade de o advogado poder comentar sobre o assunto para fabricar uma “´notícia falsa”, distorcendo e tirando suas falas de contexto, com o objetivo de reforçar a tese de que Dilma e Lula, em conluio, tentaram, de fato, obstruir a Lava Jato.

O episódio virou uma investigação por tentativa de atrapalhar a operação que, em Curitiba, é julgada por Moro. À época, os veículos de comunicação tradicionais cravaram que Lula aceitou ser ministro, às pressas, para fugir do juiz símbolo da Lava Jato. 

No aúdio, Dilma diz a Lula que “Bessias” irá levar até ele um termo de posse que só deve ser usado “em caso de necessidade”. Depois, Dilma explicou que o documento foi encaminhado para a assinatura de Lula, mas sem a da presidente, o que invalidava as teorias de que uma operação foi armada rapidamente para evitar uma prisão.

“Apesar de ter prestado depoimento no sentido de defender Dilma e os envolvidos, Messias deixou escapar algo que complica o ex-presidente Lula: segundo ele, havia pressa para nomeá-lo e, para isso, foi adotado um procedimento não usual. Aos agentes federais, Messias disse se recordar de apenas um caso parecido. Tratou-se de uma nomeação feita pelo ex-ministro Carlos Gabas. ‘O declarante informa que, embora não seja situação habitual, já teria ocorrido de o empossado assinar o termo de posse sem a presença ou a prévia assinatura da autoridade empossante’, afirmou à PF”, publicou IstoÉ.

A revista ainda sustentou que “eealmente, Dilma e Lula tinham pressa, como ficou claro no diálogo que o juiz federal Sérgio Moro tornou público e incendiou o clima político do País. (…) As armações, muitas delas engendradas no interior do gabinete presidencial, tinham o único propósito de evitar a prisão preventiva de Lula, já encaminhada, assegurando-lhe o privilégio de foro.”

Segundo Messias, a “matéria – distorcendo fatos e pretendendo criar uma falsa notícia – apresenta uma fantasiosa versão sobre depoimento que prestei junto à Polícia Federal.”

“Minhas declarações foram retiradas do seu contexto, com distorção do seu sentido e com clamorosa omissão de trechos relevantes do que foi por mim afirmado. Infelizmente, por ser este depoimento sigiloso, estou impedido, por determinação legal, de divulgar os trechos do depoimento que demonstram a clara manipulação que orientou a elaboração dessa matéria”, disse o ex-assessor.

“Observo ainda que, descumprindo as regras éticas do bom jornalismo, não fui ouvido, nem sequer procurado, pelo jornalista Aguirre Talento, antes da publicação da matéria em questão”, acrescentou.

Ao final, Messias diz confiar que “a Justiça seguramente resgatará a verdade dos fatos, e punirá, na forma da lei, aqueles que atingem levianamente reputações e distorcem verdades.”

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