Fachin estende investigação contra Lula e Dilma por mais 60 dias

Foto: TJPR/Divulgação

Jornal GGN – A investigação contra Dilma Rousseff e Lula por suposta tentativa de obstruir a Lava Jato vai ganhar mais 60 dias de prazo, concedido pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do procudor-geral Rodrigo Janot. O processo ainda envolve os ex-ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, além de dois integrantes do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo informações do Estadão, Janot indicou ao ministro do STF as diligências que ainda precisam ser cumpridas pela PGR antes da conclusão do inquérito, entre elas, ouvir o empresário Marcelo Odebrecht.

O pedido de Janot para estender a investigação afronta a opinião da Polícia Federal, que já concluiu um relatório sugerindo ao Supremo que Lula, Dilma e Mercadante sejam indiciados criminalmente por obstrução de Justiça. No mesmo relatório, a PF sugere que o processo seja enviado à primeira instância, já que nenhum dos três citados possui foro privilegiado. Janot, por outro lado, quer que a investigação prossiga sob tutela do Supremo.

O caso foi montado a partir de três fatos: “a nomeação de Lula para o cargo de ministro chefe da Casa Civil por Dilma; a indicação do ministro Marcelo Navarro para o STJ, em episódio que envolve o ex-presidente da Corte, Francisco Falcão; e uma conversa gravada entre Mercadante e um assessor do senador cassado Delcídio Amaral no Senado após a prisão do ex-parlamentar.”

A Lava Jato sustenta que todas essas movimentações tinham a finalidade de libertar presos da operação e impedir que Lula fosse julgado por Sergio Moro.

Parte das acusações foram fundamentadas com a delação premiada de Delcídio, que afirmou que a “nomeação de Navarro para o STJ fez parte de uma tratativa para conceder liberdade ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, que tinha habeas corpus a ser julgado pela Corte.”

Os investigados negam as acusações e a participação em tratativas para obstruir a Justiça.

A delação de Delcídio também transformou Lula em réu em outra ação penal, que corre na Justiça Federal de Brasília. O processo caminha para as alegações finais. A maioria das testemunhas atribuiu a Delcídio, e não a Lula, a tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró.

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