Fora da agenda oficial, Bolsonaro recebe advogado do filho Flávio

Encontro com Frederick Wassef, que atua na defesa de investigação contra o senador por movimentações financeiras atípicas, ocorreu no Palácio da Alvorada

Bolsonaro e o filho Flávio. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Pelo segundo sábado consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada o advogado que representa seu filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), nas investigações movidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre movimentações suspeitas nas contas do senador e assessores de seu gabinete. As informações são do G1.

Segundo o jornal, o encontro deste último sábado (28) durou cerca de 30 minutos e, assim como do sábado passado, não constou na agenda oficial de Bolsonaro. A reportagem diz que procurou as assessorias do governo e do advogado Frederick Wassef, mas não obteve respostas sobre o que foi discutido no encontro.

Caso Flávio Bolsonaro

O MP do Rio de Janeiro é autor da investigação de possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo Flávio Bolsonaro e ex-assessores que trabalharam para ele no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando deputado estadual.

A investigação começou há mais de um ano e foi levantada pela movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, durante o ano de 2016, na conta bancária de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

O Coaf, órgão de inteligência que atuava contra lavagem de dinheiro, identificou ainda o depósito de um cheque de R$ 24 mil na conta da primeira dama, Michelle Bolsonaro, e uma série de depósitos de R$ 2.000, totalizando R$ 96 mil, na conta de Flávio Bolsonaro. Com isso, o MP do Rio suspeita da prática da “rachadinha”, quando servidores devolvem parte do salário para os parlamentares.

As investigações do caso Flávio Bolsonaro estão suspensas temporariamente desde julho por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atendendo a um pedido da defesa de Flávio. Seu advogado alega que, bem antes de obter a quebra de sigilo na Justiça, o MP do Rio se adiantou nas investigações obtendo dados, supostamente, mais apurados do Coaf, extrapolando as informações sobre identificação dos titulares das operações bancárias e dos montantes globais.

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