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Frota difama desembargador que votou a favor de Eleonora Menicucci

Fotos: CUT
 
 
Jornal GGN – Inconformado com a derrota em segunda instância para a ex-ministra Eleonora Menicucci, o ator Alexandre Frota gravou um vídeo ao final da audiência que ocorreu nesta terça (24), em São Paulo, para dizer que foi julgado por um desembargador “do movimento gay” que usou a “bunda” no lugar da cabeça, atuando não como um juiz, mas como um “ativista de esquerda”. “Foi um julgamento político”, acrescentou a banca de advogados.
 
“Como a gente já esperava, eu fui julgado por um juiz ativista do movimento gay. Ele não julgou com a cabeça, julgou com a bunda, e deu a causa para a Eleonora, por enquanto. Isso gera jurisprudência, inclusive”, disse Frota em vídeo publicado no Facebook.
 
No mesmo vídeo, um dos advogados do ator afirma que eles estavam ganhando a causa na instância recursal por 1 voto a zero em favor de Frota, quando ocorreu um voto divergente que acabou virando o placar, que terminou em 2 a 1 a favor de Eleonora. O voto foi no “sentido de dizer que há uma livre expressão, que há liberdade de expressão. E realmente existe a liberdade de expressão garantida pelo artigo 5º [da Constituição]. Só o que foi feito foi uma agressão. Por isso, vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal.”
 
A única advogada da banca a aparecer no vídeo acrescentou: “Exatamente, foi uma decisão política, não jurídica.”
 
 
 
Um terceiro advogado ainda disse que o primeiro voto em favor de Frota “foi uma decisão política que citou Jean Wyllys, que citou questão de estupro. Ou seja, uma decisão política tomada pela esquerda.” 
 
“A verdade é que não vimos um desembargador votar. Vimos um ativista”, disse um quarto defensor.
 
A ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres Eleonora Menicucci conseguiu, na segunda instância, suspender a decisão de primeiro grau que a obrigava a indenizar Alexandre Frota em R$ 10 mil. O ator moveu ação por danos morais após Eleonora dizer que ele fez apologia ao estupro em rede nacional.
 
A decisão desta terça (24) suspende os efeitos da sentença da juíza Juliana Nobre Correia, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O GGN mostrou que, para condenar Eleonora, a magistrada restringiu o conceito de liberdade de expressão. Leia mais aqui.

 

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