Gabriela Hardt autorizou romper sigilo de jornalistas com investigado

Em operação na semana passada, a Lava Jato queria encontrar comunicações de um dos investigados com “jornalistas e veículos de imprensa”

Jornal GGN – A delação de Antonio Palocci gerou a primeira operação da Policia Federal na última semana. Nos mandados de busca e apreensão realizados na sexta-feira (23), os delegados tinham um objetivo inconstitucional: encontrar comunicações de um dos investigados com “jornalistas e veículos de imprensa”.

A informação de que jornalistas passaram a entrar na mira da Lava Jato é de Monica Bergamo, na manhã desta terça (27). Na representação em que tais objetivos são explicitados, a PF justificava que há indícios de obstrução de investigações entre a Odebrecht e a imprensa.

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Entre os argumentos, os policiais afirmam que Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, teria aconselhado Mauricio Ferro, ex-executivo da empreiteira e genro de Emilio Odebrecht, que divulgasse a jornalistas que a Suíça estaria repassando documentos aos investigadores brasileiros.

Ainda de acordo com os investigadores, ao revelar tais investigações do país europeu, ocorreria a violação do sigilo das informações por agente publico, o que supostamente atrapalharia as apurações. Mas não somente nada disso teria ocorrido, como também a tentativa da Lava Jato falhou.

Isso porque a operação na casa de Ferro não acabou sendo realizada porque ele já havia sido preso, dois dias antes, em outra apuração e sua casa já havia sido alvo de buscas e apreensões, na 63a. fase da Lava Jato, também com base na delação de Palocci.

A Constituição brasileira protege o sigilo da fonte com jornalistas. Mas mesmo assim, a juíza Gabriela Hardt, substituta da 13a Vara Federal de Curitiba, havia autorizado a medida.

 

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