Gilmar bate em retirada gloriosa do barco de Temer

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes decidiu romper o silêncio e disparar contra o governo Michel Temer, em função das notícias “plantadas” pela equipe do peemedebista, no sentido de que o presidente terá uma “sobrevida” garantida por um pedido de vistas da Corte Eleitoral, na retomada do julgamento da ação de cassação, agendada para o próximo dia 6.

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, Gilmar reagiu a essa informação, nesta segunda (29), se dizendo profundamente irritado pelo modo como o TSE é tratado pelo governo, como “um joguete”.

“Fontes do Palácio do Planalto ficam palpitando, dizendo à imprensa como os ministros do TSE vão votar, se vai ter pedido de vista, se não vai ter. (…) Isso me irrita profundamente. Eles não sabem absolutamente nada do que ocorre no tribunal. Não cuidam nem sequer de seu ofício. Se fizessem isso, não estariam metidos nessa imensa crise”, disse Gilmar. “As fontes do Planalto são outro ramo das Organizações Tabajara, que é no que se transformou o Brasil”, acrescentou.

Para o ministro, “essas fontes tumultuam um julgamento que já é dificílimo. Num julgamento complexo é normal pedir vista. Mas, se alguém fizer isso, não será a pedido do Palácio.”

“Ficam alimentando especulações indevidas na imprensa. Agem como se o TSE fosse um departamento do governo. Repito: o TSE não é um departamento do governo”, finalizou.

Na semana passada, a Folha havia noticiado que diante de conversas de ministros do TSE sobre eventual pedido de vistas, Gilmar teria reagido como “uma esfinge.” A mudança de postura do ministro pode ser indicativo de que ele vai pular do barco de Michel Temer em meio à crise.

Para o governo, o pedido de vistas no TSE é mais uma maneira de protelar ao máximo a cassação de Temer. Além disso, a equipe do presidente esperar que os recursos apresentados ao Supremo também sejam demorados e, assim, até que a cassação de fato tenha uma conclusão, já será 2018 e a pressão pela queda de Temer será reduzida.

Assine

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora