Gilmar, enxada e voto, em frase memorável do Ministro Fachin

No seu voto sobre o desmembramento dos processos da Lava Jato, o Ministro Edson Fachin encerrou com uma frase histórica.

Disse ele que entende que quem quer concentrar tudo nas mãos de apenas um, o faz não por razões técnicas, mas sobretudo por razões sociológicas, “razões muito bem explicadas por Victor Nunes Leal na sua obra clássica “Coronelismo, Enxada e Voto”.

A obra analisa a influência dos coronéis sobre os currais eleitorais, sua gana de impor a própria vontade acima dos votos dos cidadãos livres.

O STF voltou a ser um órgão garantista, colegiado, no qual a truculência desabonadora de Gilmar tem sido derrotada em todas as votações em que tenta impor seu viés partidário.

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13 comentários

  1. Luiz XIV dizia “O Estado sou
    Luiz XIV dizia “O Estado sou eu! ” e todos os franceses diziam amém e alguns deles até pagavam para ficar perto do Rei, para receber um aceno ou um dedo de prosa.
    Gilmar Mendes diz “O STF sou eu! ” e apenas os tucanos dizem amém, todos os demais o consideram um idiota autoritário incapaz de convencer seus iguais ou de se impor pela força dos argumentos. Os argumentos de força que ele usa são fracos, pois ele não comanda generais e sim uns poucos jagunços.
    Se fôssemos franceses Gilmar Mendes não seria nem mesmo um Napoleão III. Mas ele ainda pode perder a cabeça como Luiz XVI, apesar de nenhuma Maria Antonieta* sentar no colo dele.

    PS: As vezes fico tentado em pensar que FHC é uma versão tupiniquim da esposa de Luiz XVI e neste caso seria interessante pesquisar se ele senta no colo do supremo Ministro da Mutreta ou se o tal é que senta no colo do velho gagá que mandava os brasileiros comerem bolo quando havia feito o preço do pão disparar.

    • Aut para divulgação de sua matéria

      Excelentíssimo Sr. Fábio de Oliveira Ribeiro,

       

      Parabéns pelo excelente texto divulgado. Se mais pessoas tivessem o seu conhecimento e a sua facilidade com a escrita e com as palavras, com certeza, estaríamos em um mundo mais humano.  Gostaria de compatilhar o seu texto ” o ESTADO SOU EU” em meu facebook, necessito de sua autorização.

       

      Agradeço pela atenção.

       

      Esmael Bandeira

       

       

  2. Os vícios de Gilmar

    Gilmar Mendes não pode continuar no STF, pois trata-se de um elemento corruptor do Estado Democrático de Direito.

    Não pode ser magistrado um elemento mentiroso, caluniador, golpista…

  3. Coronéis

    Além do subtítulo “o município e o regime representativo no Brasil”, que é decisivo para a compreensão da obra, gosto de lembrar de uma passagem do prefácio de Barbosa Lima Sobrinho. Ele lembra que a política é(ra) dividida entre a política do “comício” e a política do “cochicho”.

    Pois bem: nos tempos atuais, digo eu, com a centralidade dos meios de comunicação de massas essas duas dimensões foram fundidas. E os “coronéis” que dirigem o processo não são necessáriamente os “políticos”, não.

    Juizes? Ah, com rarissimas exceções sempre foram uns “paus mandados”. Victor Nunes Leal era uma exceção, por isso foi cassado pela ditadura.

  4. Gilmar é um doce, um melado.

    Gilmar é um doce, um melado. Ainda pertence ao longínquo ciclo econômico da cana-de-açucar, ocorrido no início da colonização. As formigas saúvas o adoram.

  5. Quando houver conexão a lei
    Quando houver conexão a lei determina que o processo seja o mesmo, inclusive acompanhando o deslocamento do foro privilegiado, quando for o caso. O que ninguém está notando é que sob a alcunha de “lava a jato ou lava jato” encontram-se diversos processos. Se foram separados não são conexos, se não são conexos não houve prevenção. O que houve foi que a informação do fato delituoso foi apurada em Curitiba, mas o fato ocorreu em outra jurisdição, onde o Juiz Federal do local a quem couber por distribuição (sorteio quando houver mais de um) é o juiz natural para apuração e julgamento do caso

  6. CORREÇÃO DO TEXTO

    Nassif,

    Há um erro no seu texto, que o fez perder o sentido.  Você grafou:

    “o faz por razões técnicas, mas sobretudo por razões sociológicas, …”

    Quando o correto seria:

    “o faz não por razões técnicas, mas sobretudo …”

    Afora isso, o STF já sabe o que toda a torcida já sabia há tempos sobre o Gilman Merdes.

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