Gilmar não vai indenizar PT por dizer que doações eram lavagem de dinheiro

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, não terá de indenizar o PT por ter dito que a arrecadação de doações entre militantes para pagamento de multas de condenados do mensalão poderia ser uma forma de lavagem de dinheiro.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo (Folha), o PT entrou com uma ação de reparação por danos morais em 2014, mas a sentença recém assinada pelo juiz Raimundo Silvino da Costa Neto, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, considerou que não houve “nenhum excesso” por parte de Gilmar.

Gilmar disse, em fevereiro do ano passado: “E se for um fenômeno de lavagem? De dinheiro mesmo, de corrupção?”, referindo-se ao dinheiro arrecadado por José Genoino, ex-presidente do PT, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido. Para o magistrado, o Ministério Público Federal deveria investigar as origens da vaquinha petista.

Para Costa Neto, Gilmar fez “apenas questionamentos sobre a rapidez com que os recursos foram arrecadados”. Resta ao PT desembolsar R$ 3.000 para o pagamento de honorários advocatícios e custas processuais.

Segunda vitória

Essa é a segunda vitória de Gilmar Mendes sobre o mesmo tema. Em 2014, por campanha do Blog da Cidadania, 205 cidadãos que ficaram indignados com as declarações do ministro entraram no Supremo Tribunal Federal com uma reclamação.

O pedido caiu nas mãos do ministro Luiz Fux, que entendeu que os postulantes já haviam concluído que houve danos morais, não deixando espaço para o plenário do STF avaliar a questão. Dessa maneira, Fux rejeitou a interpelação contra Gilmar.

 

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