Janot começa hoje a pedir inquéritos contra políticos denunciados pela Odebrecht

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Jornal GGN – O procurador-geral da República Rodrigo Janot começará, a partir desta segunda (13), a pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquéritos contra políticos denunciados na delação da Odebrecht.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a nova lista de Janot tem cerca de 80 pedidos de inquéritos contra senadores, deputados e ministros do governo Michel Temer. Janot deve solicitar, ainda, o fim do sigilo das informações nessa fase, exceto em caso de pedidos de diligências, para não atrapalhar as investigações.

Quando das tratativas finais do acordo de colaboração da Odebrecht, a imprensa divulgou que cerca de 120 nomes, incluindo membros do Judiciário e jornalistas, seriam implicados.

Os pedidos serão feitos ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Os nomes envolvidos na delação que não possuem foro privilegiado no Supremo serão encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (governadores, vice-governadores e conselheitos de tribunais de contas), ao Tribunal Regional Federal (prefeitos) ou à Justiça Federal.

A primeira lista de Janot foi feita com base nas delações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e o doleiro Alberto Youssef. À época (março de 2015), Janot apresentou cerca de 20 denúncias com 59 acusados.

Desse volume, apenas cinco políticos viraram réus no Supremo. Outros dois processos foram encaminhados ao juiz Sergio Moro quando Eduardo Cunha perdeu o mandato de deputado, e mais seis inquéritos foram arquivados no STF. os demais estão sob análise.

Os primeiros vazamentos da Odebrecht mostram que as delações devem ser centradas em figuras ligadas ao governo Temer. O acordo de colaboração do ex-diretor de Relações Institucionais da companhia, Claudio Melo Filho, parecia um livro dividido em capítulos, todos citando figuras que integram a cúpula do PMDB. O Painel da Folha diz que entre todos os políticos citados, Sergio Cabaral (PMDB) desponta como o maior beneficiário de propinas.

Ainda de acordo com o periódico, Temer não deverá demitir ministros citados nas delações. Ele pretende escantear, ao máximo, as novidades da Lava Jato e agir como se estivesse focado em aprovar as reformas propostas pelo governo.

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