Janot diz que Gilmar faz “disenteria verbal” e tem mente “ociosa” e dada ao “desvaneio”

 
Jornal GGN – Irritado com as manifestações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que acusou a Procuradoria-Geral da República de vazar à imprensa parte dos nomes dos delatados pela Odebrecht, Rodrigo Janot disse que é “uma mentira que beira a irresponsabilidade” e, sem citar o nome, chamou o ministro de “mentes ociosas e dadas a devaneios” e de sofrer “disenteria verbal”.
 
“Apesar da imputação expressa de até ao Supremo Tribunal Federal, não vi uma só palavra de quem teve uma desinteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação ao Congresso, ao Palácio do Planalto e até, como diz a matéria, ao Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional”, afirmou.
 
Foi um dos discursos mais fortes do procurador-geral contra críticas à Operação Lava Jato, aos investigadores e procuradores da República. Janot respondeu às falas do ministro de que procuradores da força-tarefa do Paraná teriam convocado uma entrevista coletiva em off, na última semana, para passar os nomes dos políticos suspeitos de receber propina da Odebrecht.
 
A informação foi confirmada pela ombudswoman da Folha de São Paulo, Paula Cesarino Costa, que revelou em sua coluna, do dia 19 de março, a realização de um tipo de reunião em sigilo para os investigadores fornecerem à grande imprensa informações protegidas por segredo de Justiça.
 
Com as revelações, Gilmar acusou a PGR pelos vazamentos e mencionou o risco da possibilidade de anulação de provas, decorrentes de vazamentos ilegais. Ainda, cobrou que a Procuradoria deve explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Irritado, Janot hoje rebateu: “Repudiamos a relação promíscua com a imprensa seja nacional, seja internacional”. O procurador-geral da República ainda afirmou que “alguns” buscam “projeção mental” e querem tentar “novelar a todos à sua decrepitude moral”.
 
“Em projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela eventual posição que ocupa na estrutura do Estado”, disse Janot.
 
“Não quero deter-me no fato específico, mas não posso deixar de repudiar com toda veemência a aleivosia que tem sido disseminada para o público nos últimos dias: é uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na Procuradoria-Geral da República, coletiva em off de imprensa para vazar nomes da Odebrecht”, insistiu.
 
As falas do procurador ocorreram durante evento da procuradoria sobre as eleições de 2016. “Quanto a esse fato em particular posso afirmar que vários dos jornalistas aqui presentes são testemunhas deste fato. Testemunhas oculares desta mentira, desta aleivosia que foi lançada por um meio de comunicação, irresponsavelmente por um meio de comunicação”, completou.
 
“Refutei pessoalmente este fato para os próprios representantes do veículo de comunicação, e vou me furtar a dizer aqui o nome, eram três representantes deste veículo de comunicação que publicou essa matéria inverídica”, finalizou, ao fazer referência a um encontro do o editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, o secretário de Redação Roberto Dias e o diretor da sucursal de Brasília, Leandro Colon, que estiveram com Janot nesta segunda (20).
 
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Ouça o áudio de Janot criticando Gilmar:
 

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