Janot sinaliza que delação de Delcídio será anulada

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN – O procurador-geral da República Rodrigo Janot admitiu, em entrevista à Folha, que deve pedir a anulação de um acordo de delação premiada da Lava Jato. Ele não quis antecipar o nome do delator, mas citou Sergio Machado e Delcídio do Amaral. Após servirem à derrubada do governo Dilma Rousseff,  as revelações sofreram críticas de membros da força-tarefa da Lava Jato porque não foram vinculadas a provas.
 
À Folha, Janot deu a entender que a delação anulada será a de Delcídio, ao sair em defesa das informações prestadas por Sergio Machado. “Tudo o que foi colhido em áudio pelo Machado, de que é ‘preciso dar um basta’, ‘nós temos que controlar essa história’, não está acontecendo?”, comentou.
 
“O colaborador pode perder a colaboração se não auxiliou na obtenção da prova. Antes de sair estarei – não vou dizer de quem – inaugurando um incidente de revogação de um acordo por falta de protagonismo do colaborador”, disse Janot.
 
Machado foi o responsável por gravar conversas com membros da cúpula do PMDB. A mais famosa delas, com Romero Jucá, falava em um “grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”, para tirar Dilma Rousseff do poder e substituí-la por Michel Temer. Tudo faria parte de um plano para “estancar a sangria” da Lava Jato.
 
Ao analisar o material, uma delegada da Polícia Federal assinalou que não houve crime de obstrução de Justiça por parte de Jucá e indicou que a delação de Sergio Machado deveria ser anulada por falta de provas – apesar da colaboração ter sido feita com as gravações como adendo.
 
Já a delação de Delcídio foi alvo de críticas por parte do procurador Ivan Marx. Ele é responsável por inquéritos que tramitam em Brasília a reboque das informações do senador cassado, incluindo um inquérito contra Lula por obstrução de Justiça. Marx já chegou a pedir o arquivamento de uma das investigações e apontou que as falas de Delcídio não podem ser provadas.
 
 
 
 

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7 comentários

  1. O País só recuperará sua

    O País só recuperará sua moral se delatores pilantras e sem vergonhas forem todos tratados como Tal.

    Modernos Silvérios dos Reis não merecem a mínima comiseração.

    É, acima do direito, uma questão da Moral Nacional.

    Só assim o País poder almejar a se reerguer.

    Esse daí pode ser o Primeiro, mas ainda há muitos na fila.

     

  2. BOQUIRROTO E FALASTRAO

    As denúncias de Delúbio sempre me pareceram puro delírio.

     

    Primeiro aquela história rocambolesca de conseguir habeas corpus para NESTOR CERVERÓ, depois contratar um avião de longo alcance e finalmente colocá-lo no Exterior. Não dá para acreditar nem combinando com os russos. Alguém aí se lembra de algum brasileiro importante escondido lá fora, depois da Georgina do INPS, do PC Farias do Collor, do cara do BAnco do Brasil Pizzolatii, do cara do Banco Marca Francioli,da Ponte Colombo Salles Ouriques? O Brasil pode ser um refúgio para bandidos mas lá fora é diferente, eles sáo presos e extraditados, o mesmo aconteceria com Cerveró se, por acaso, conseguissem alugar algum aviáo.

    Segundo aquela história: ” Aloisio Mercadante é amigo íntimo da Dilma pois ele disse que se preciso desseria a rampa do Planalto com a Dilma, entáo é amigo íntimo…” (sic).

  3. O banditismo dos CONCUR$$$ADOS:

    Quando o juiz é o bandido: o sequestro dos cofres públicos pelo Sistema de Justiça

    Por “Dom Cesar” & Romulus

    “Jabuticaba”: doce para uns (poucos) e amarga para outros (tantos). Os números evidenciam com clareza, numa análise comparativa com outros países ocidentais, que os custos do Judiciário e do Ministério Público brasileiros são anômalos.

    Consumindo ambos, juntos, 1,62% do PIB (!) …

    (atenção: nessa conta ainda não entram nem a Polícia Federal, nem as defensorias públicas!)

    – … a “escolha” institucional-orçamentária em favor do Judiciário/ MP foi longe demais.

    – Num contexto de desequilíbrio fiscal relevante, com queda de receitas e compressão dos investimentos públicos, tão necessários num quadro de depressão econômica, isso está perdido em algum lugar entre o escândalo e o…

    – … escárnio!

    Inexiste incentivo para o Poder Judiciário/ MP controlarem as suas próprias despesas. Como resultado, há um claro descasamento entre as despesas com o Sistema de Justiça, hipertrofiado, e as demais variáveis do gasto público.

    Diante desse quadro, cabe à sociedade realizar esse trade-off.

    No Estado democrático de direito, ela o faz por meio de mandato (“procuração”) conferido aos Poderes políticos do Estado para tanto.

    (como todos sabemos, é após a iniciativa do Executivo que o Legislativo elabora e, finalmente, aprova o orçamento geral do Estado)

    Ocorre que, no presente, os Poderes políticos foram virtualmente sequestrados pelos atores do Sistema de Justiça. Seja no nível de atores individuais, seja em nível corporativo. Não só na cúpula (STF/ PGR) como também na base (e.g., Moro/ Dallagnol/ ANPR/ AJUFE).

    Arrancam seus (crescentes!) privilégios por vezes com “doçura”, por vezes com…

    – … “chibata”!

    Fãs (em demasia…) da cultura pop americana, não hesitam em adotar a tática do “good cop, bad cop” no “diálogo” (??) institucional.

    A “cenoura e o porrete”:

    – De um lado os velhos laços do compadrio oligárquico;

    e, do outro…

    – As chantagens (mais ou menos explícitas) contra a classe política…

    – … “corrupta” (!)

     

    LEIA MAIS »

    http://bit.ly/JuizBandido

     

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