Janot vê suspeita em envio de gravação de Cardozo ao exterior por Joesley

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Um dos argumentos usados por Rodrigo Janot para pedir a prisão de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller, envolvidos no escândalo da delação da JBS, foram os índicios de que a gravação feita com o ex-ministro José Eduardo Cardozo não só foi omitida como enviada ao exterior para não ser encontrada pelas autoridades locais.
 
Segundo Janot, é suspeito o relato de que Marcelo Miller teria “brigado” com Ricardo Saud após ficar sabendo da gravação de Cardozo. O ex-procurador, acusado de ter praticado ilicitudes no acordo de delação da JBS, teria avisado que o áudio ‘daria cadeia” e que faria a Procuradoria “ir para cima” de Saud e de Cardozo.
 
“Miller teria sugerido ao colaborador que escondessem elementos de informação que pudessem comprometer os advogados Marco Aurélio e José Eduardo Cardozo na venda de serviços a JBS. Tais fatos, ressaltamos, precisarão ser investigados para se confirmarem tais hipóteses. Há, ainda, referências a outras gravações, inclusive uma relativa à conversa com José Eduardo Cardozo, que não apenas deixaram de ser entregues ao Ministério Público Federal como foram levadas ao exterior, em aparente tentativa de ocultação dos arquivos das autoridades pátrias, o que reforça o intento de omitir alguns fatos, após a orientação de Marcello Miller”, diz Janot na peça enviado ao Supremo.
 
Apesar das suspeitas de Janot e do pedido para o caso ser investigado, na semana passada, a imprensa apontou que o áudio de Cardozo não foi apresentado pela JBS no acordo de cooperação porque não tinha interesse para os investigadores.
 
Isso porque os delatores da JBS teriam arquitetado um plano para implicar o ex-ministro, mas Cardozo não aceitou nenhuma proposta ilícita em troca de um contrato para prestar serviços de advocacia para a empresa.
 
O Supremo Tribunal Federal não aceitou o pedido de Janot para prender o ex-procurador da República Marcelo Miller. Os delatores da JBS se entregaram à Justiça no domingo e hoje foram transferidos para um presídio em Brasília.

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