Jorge Picciani e 5 conselheiros do Tribunal de Contas são alvos da PF no Rio

Jornal GGN – O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e um dos principais caciques do PMDB no Estado, Jorge Picciani, foi levado coercitivamente para depor, na manhã desta quarta (29), na Polícia Federal, a reboque de uma operação que investiga pagamento de propina a políticos por empreiteiros com contratos públicos firmados na gestão Sergio Cabral. Picciani apareceu em uma delação do pacote Odebrecht pedindo doação eleitoral que teria sido feita de maneira irregular.

Além de Picciani, a operação Quinto do Ouro promoveu um tsunami no Tribunal de Contas do Estado. Cinco dos sete conselheiros foram presos pela PF, sob acusação de terem recebido 1% de propina sobre o valor de contratos de obras da Copa que eles deveriam fiscalizar. No lugar disso, ainda eram pagos para liberar recursos de um fundo do TCE para cobrir rombos deixado pelo Estado.

As primeiras informações sobre esse esquema foram levantadas pela PF na Operação Radioatividade, quando delatores da Andrade Gutierrez detalharam que durante o governo de Sérgio Cabral (2007-2014), os conselheiros do TCE também obtiveram vantagens indevidas a partir do controle do saldo excedente não utilizado pelos usuários dos bilhetes eletrônicos do RioCard. A operação resultou na Calicute, que prendeu o responsável por cuidar do caixa da propina do TCE.

Segundo o Ministério Público, o esquema no Tribunal começou entre 2009 e 2010, “quando o governo Cabral transformou o Rio em canteiro de obras com vistas à Copa do Mundo (2014) e aos Jogos Olímpicos do ano passado”.

“Além dos 5% para Cabral e 1% para o TCE, delatores da Andrade Gutierrez e, posteriormente, da Carioca Engenharia mencionaram mais 1% para o então secretário estadual de Obras, Hudson Braga”, lembrou O Globo.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora