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Juiz aceita ação de MP de São Paulo contra Haddad

Ação é baseada na delação premiada de Ricardo Pessoa, a mesma afastada pelo Supremo, em julho, por falta de provas 
 
Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil
 
Jornal GGN – O juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, aceitou uma denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um caso de suposto pedido de R$ 3 milhões para a UTC quitar dívidas de campanha, em 2013.
 
O processo foi baseado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, considerada com informações insuficientes pelo Supremo Tribunal Federal e o Próprio Ministério Público Federal, em meados deste ano, que pediu o arquivamento da investigação baseada nos depoimentos de Ricardo Pessoa. 
 
Em nota, a defesa de Haddad relembra o fato e analisa aceitação da denúncia por parte do tribunal paulista como “abuso”. 
 
“Com o mesmo depoimento, sobre os mesmos fatos, de um delator cuja narrativa já foi afastada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o Ministério Público fez uma denúncia de caixa dois, uma denúncia de corrupção e uma de improbidade. Todas sem provas, fincadas apenas na desgastada palavra de Ricardo Pessoa, que teve seus interesses contrariados pelo então prefeito Fernando Haddad. Trata-se de abuso que será levado aos tribunais”, comunicou a assessoria do ex-prefeito. 
 
Já o Partido dos Trabalhadores, caracterizou manifestação contra juiz da 5a. Vara Criminal da Barra Funda como “partidarização do sistema judicial do estado de São Paulo”.
 
“Com base apenas na palavra de um réu confesso, Ricardo Pessoa, que foi descartada pelo Supremo Tribunal Federal por ausência de provas e de credibilidade, o MP-SP fez uma denúncia infundada que não poderia ter sido aceita por um juízo imparcial. Este episódio caracteriza a partidarização do sistema judicial do estado de São Paulo, controlado por notórios adversários do Partido dos Trabalhadores. Tem cheiro de vingança e retaliação pelo grande desempenho de Haddad e do PT nas eleições presidenciais”. 
 
A denúncia
 
Segundo Ricardo Pessoa, o então tesoureiro do PT, João Vaccari, teria se reunido com o ex-executivo da UTC, em abril ou maio de 2013, pedindo R$ 3 milhões em nome de Haddad para pagar as dívidas de campanha, mas a UTC negociou R$ 2,6 milhões. O dinheiro teria sido entregue por meio de lavagem de dinheiro à uma gráfica do ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, conhecido como Chicão. 
 

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