Juiz define que Maluf cumpra pena no DF

Foto Rede Tiradentes
 
Jornal GGN – O juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF) Bruno Aielo Macacari determinouq que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) seja transferido para a Papuda, no DF. Maluf se entregou na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo na manhã desta quarta-feira, dia 20.
 
A defesa de Maluf entrou com pedido urgente para que a VEP-DF suspenda a execução da pena de 7 anos e 9 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. A Corte determinou que a pena seja cumprida no DF.
 
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, pede ao juiz que aguarde a análise de recurso contra a prisão de Maluf, que deve ser enviada à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

 
Caso a VEP-DF não acate o pedido de suspensão do cumprimento de pena, Kakay pede que o regime fechado seja substituído pelo domiciliar, em São Paulo, levando-se em conta a idade avançada e fragilidade do estado de saúde de Maluf. Segundo a defesa Maluf está com câncer de próstata, tem hérnia de disco e problemas cardíacos, que não poderiam ser tratados na prisão.
 
O juiz Macacari não julgou o recurso e determinou que a Papuda informe em 48 horas se tem condições de prestar assistência médica adequada a Maluf, mesmo que com recurso da rede pública de saúde. Pediu ainda que o Ministério Público se manifeste com urgência sobre o pedido da defesa.
 
Em nota, Kakay se disse satisfeito com a transferência, pois que o bloco V da Papuda tem condições razoáveis e é melhor que o sistema prisional de São Paulo. Segundo Kakay ele estará bem alojado até a definição da prisão domiciliar.
 
Na terça-feira, dia 19, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que o político começasse a cumprir de imedidato a pena a que foi condenado pela Primeira Turma do STF. O colegiado entendeu que ele movimmentou quantias milionárias em ilícitos localizados em contas nas Ilhas Jersey. Os ministros votaram pela condenação por lavagem de dinheiro, mesmo entendendo que houve prescrição no crime de corrupção passiva. 

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