Juíza autoriza quebra de sigilo telefônico de Adélio Bispo de Oliveira

Pedido foi feito pela Polícia Federal para apurar se autor de ataque contra Bolsonaro agiu sozinho 
 
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Divulgação Assessoria de Comunicação do 2ºBPM
 
Jornal GGN – A juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, autorizou a quebra de sigilo telefônico e de dados pessoais de Adélio Bispo de Oliveira, homem de 40 anos, morador da cidade mineira de Montes Claros que confessou ter atacado com uma faca o candidato a presidente Jair bolsonaro (PSL), na última quinta-feira (6), enquanto participava de um comício em Juiz de Fora (MG). O capitão reformado já está fora de perigo, em recuperação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para onde foi transferido.
 
Com as quebras de sigilo, a Polícia Federal espera se aprofundar nas investigações para saber se o autor do ataque agiu sozinho. Os advogados de Adélio afirmam que o homem teria decidido investir contra Bolsonaro três dias antes, estimulado pelo discurso do candidato sobre quilombolas. Já a família de Bolsonaro aposta em um “crime premeditado” e, se conseguir comprovar a participação de mais pessoas, poderá explorar o atentado invocando responsabilidade sobre seus rivais políticos.
 
Em entrevista ao BuzzFedd no dia do atentado, uma sobrinha de Adélio disse que ele atuava como missionário evangélico e vinha sendo sustentado pela família nos últimos anos. “Ele tinha idéias conturbadas”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Adélio não está filiado a nenhum partido político atualmente, mas chegou a ser entre 2007 e 2014 ao PSOL de Uberlândia, partido que divulgou nota de repúdio ao ataque contra Bolsonaro assim que soube do atentado. 
 
Em sua página no Facebook, Adélio apresenta um perfil político confuso se referindo aos políticos merecedores de suas críticas como membros de sociedades secretas como Maçonaria e Illuminati, ele também vinha criticando o capitão da reserva e chegou a defender pena de morte para políticos. 
 
Desde que foi detido, quatro advogados surgiram para compor sua defesa, alegando serem contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio, mas um comunicado à imprensa da igreja disse que não contratou os advogados. Esse fato também está sendo explorado pela família de Bolsonaro como uma prova de que o homem não agiu sozinho. 
 
Enquanto isso, o autor dos ataques segue em prisão preventiva, sem prazo determinado, no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MG). 
 
*Com informações da Agência Brasil
 

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