Julgamento de cassação de Temer pode ser adiado e mudar placar

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN – O julgamento da ação que pode encurtar o mandato de Michel Temer está marcado para a próxima terça-feira (04) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sob o comando de Herman Benjamin, o ministro corregedor concluiu apenas o relatório que traz um resumo das acusações, indícios levantados e depoimentos. O voto será liberado apenas no dia do julgamento.
 
Entretanto, Benjamin havia disponibilizado dois dias para as alegações finais das defesas da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-vice e atual mandatário Michel Temer. As datas contabilizaram a partir da última terça-feira (21), mas os advogados de Dilma pediram cinco dias de manifestação.
 
Na abertura do julgamento, os ministros deverão analisar o pedido da defesa. Caso concedam os cinco dias, a sessão será suspensa e a votação será adiada. Em meio a este recurso, novos cenários poderão surgir no plenário do TSE.
 
Isso porque o ministro Henrique Neves tem os dias contados para o fim de seu mandato no Tribunal. Ele permanece como ministro da Corte até o dia 6 de abril, sendo substituído, em seguida, pelo advogado Admar Gonzaga, o nome indicado por Michel Temer para ocupar a Justiça Eleitoral.
 
Até o momento, a expectativa é que Neves acompanhe Herman Benjamin, que deve acatar a cassação da chapa presidencial, afetando diretamente no mandato de Temer. Enquanto isso, o peemedebista trabalha para que a entrada de Gonzaga modifique o placar, votando contra o relator e absolvendo o peemedebista da cassação.
 
A decisão depende de Benjamin, se aceita ou não a extensão do prazo para a defesa. Em sua última manifestação, o ministro corregedor afirmou, em reportagem ao Estado de S. Paulo, que é “inadmissível” que “o argumento poderoso dos fatos seja derrotado por fundamentos que não têm sustentação, exceto no jogo do poder”.
 
O relator do processo mencionou que não estava “nem um pouco” preocupado se o seu voto não for acompanhado pela maioria dos sete ministros do TSE, necessária para a cassação de Temer. Pediu apenas que “as regras do jogo sejam republicanas”.
 

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