Justiça adia Enem por alunos prejudicados durante o coronavírus

"Alunos da rede pública não estão assistindo às aulas com o conteúdo programático cobrado no Enem, ao contrário de grande parte dos alunos da rede privada", disse juíza

Foto: Divulgação

Jornal GGN – A Justiça de São Paulo desfez a decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de querer manter as datas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) mesmo com o atraso do calendário escolar o com o coronavírus.

A juíza Marisa Claudia Gonçalves Cucio, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou nesta sexta (18) que a União reveja as datas de provas e da solicitação de isenção da taxa de inscrição do Enem.

Assim, foi adiado o prazo para pedir a isenção nesta taxa terminaria nesta sexta-feira (17). As inscrições estavam previstas para os dias 11 e 22 de maio e as provas para os dias 1o e 8 de novembro.

“É evidente que os alunos de escola pública estão privados de aulas e acesso às suas escolas, locais onde a informação é compartilhada”, disse a juíza.

“Os alunos da rede pública não estão assistindo às aulas com o conteúdo programático cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio, ao contrário de grande parte dos alunos da rede de educação privada, que possuem acesso ao ensino à distância (EAD) e diversas outras ferramentas eletrônicas de aprendizado.”

Segundo ela, o Enem deve se adequar à “realidade do atual ano letivo”, por meio da realização de uma consulta pública ou comissão especial para analisar qual será a melhor data, sem que prejudique os estudantes.

A ação partiu da Defensoria Pública, que considerou que “como consequência deste grave problema de saúde pública [o coronavírus], escolas fecharam e aulas presenciais foram suspensas”.

Com informações do Jota.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora