Justiça do Rio determina prisão de Garotinho e Rosinha

Agora, por 2 votos a 1, a 2ª Câmara restabelece as prisões. A quinta prisão de Garotinho desde 2016 e a terceira de Rosinha.

Jornal GGN – A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou nesta terça-feira (29) a liminar que havia concedido liberdade aos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho e determinou o retorno à prisão.

Em 2 de setembro eles foram presos preventivamente com denúncias de superfaturamento de contratos firmados com a Odebrecht no mandato de Rosinha como prefeita de Campos dos Goytacazes.

A prisão foi revogada no dia seguinte pelo desembargador de Siro Darlan. Agora, por 2 votos a 1, a 2ª Câmara restabelece as prisões. A quinta prisão de Garotinho desde 2016 e a terceira de Rosinha.

A defesa afirmou que vai recorrer da decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“Ainda que se respeite a decisão proferida pela Segunda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não há como concordar com as razões de sua fundamentação. A ordem de prisão é ilegal e arbitrária, pautada apenas em suposições e conjecturas genéricas sobre fatos extemporâneos, que supostamente teriam ocorrido entre os anos 2008 e 2014. Acreditamos em sua modificação pelos Tribunais Superiores, para onde encaminharemos recurso”, afirmou, em nota, o advogado Vanildo José da Costa Junior.

O casal Garotinho, também em nota, afirmou ser vítima de uma perseguição. Leia a nota a seguir.

NÃO ME CALARÃO

Desde que denunciei a quadrilha do ex governador Sérgio Cabral, com braços no legislativo, no Ministério Público como ja ficou provado e também em outros poderes do Estado a perseguição contra meu grupo político e minha família tornou-se insuportável. É um verdadeiro massacre que fazem contra nós. Todos os tipos de ilegalidades, injustiças cometidas pelo Ministério Público de Campos, membros da Polícia Federal de Campos e dois juízes tem sido feitos contra nós. Nesta última acusação seis Desembargadores se deram por impedidos para julgar a acusação.

Meus adversários nunca respondem aos meus desafios. Onde está o dinheiro que supostamente teria sido desviado? Não temos mala como Geddel e Rocha Loures. Não temos contas no Exterior e mansões como Sérgio Cabral. Não temos fazendas e vacas milionárias como Picciani. Não encontram nada, porque não roubamos! Eu estou sendo vítima de uma parte do aparato judicial do nosso Estado. Para se ter ideia, para justificar essa prisão preventiva ilegal sem nenhum fato concreto usaram as palavras mentirosas de uma testemunha que já mudou seu depoimento mais de seis vezes e já foi considerada sem fé pública por um Ministro do STF.

Transcrevo o trecho que foi considerado ameaça: “disse que passou um carro por ela, abaixou o vidro e disse para não mexer com o líder senão ela morre”.

Qual a placa do carro? Ela não se lembra. Detalhes de como era o motorista? Ela também não se lembra. Isso não pode ser considerado como prova contra ninguém. Alerto aos meus companheiros e amigos que fiz graves acusações ao Ministério Público Federal em Brasília e estou sofrendo por causa daqueles que temem como disse o juízo Marcelo Bretas que a lavajato chegue ao judiciário. Continuo confiando que a maioria da justiça é composta por pessoas do bem que não se intimidarão diante do que ocorre hoje em nosso Estado. Tudo que tenho afirmado ao longo desses anos enviei ao CNJ e ao Conselho Nacional do Ministério Público e espero que providências sejam tomadas.

Anthony e Rosinha Garotinho

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