Justiça nega acusação contra aloprados do PT

Montante do dinheiro apreendido com o grupo, em 2006
 
Jornal GGN – Depois de quase nove anos, a Justiça Federal rejeitou a acusação contra os aloprados do PT. A juíza Faviana Alves Rodrigues considerou que não há sustentação a denúncia de crimes do colarinho branco, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha dos petistas Gedimar Pereira Passos, Valdebran Carlos Padilha da Silva, Expedito Afonso Veloso, Osvaldo Martinez Bargas e Hamilton Lacerda.
 
Em 2006, foram flagrados com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo, em um hotel na zona Sul de São Paulo, que seria usado para a compra de um dossiê contra José Serra (PSDB), atribuindo a ele ligação com o esquema de desvios na venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras, que ficou conhecido como a Máfia dos Sanguessugas. 
 
Na época, o adversário de Serra era Aloisio Mercadante, ministro chefe da Casa Civil de Dilma. Também investigado, a PGR concluiu que Mercadante não teve nenhum envolvimento no caso.
 
Com a propagação do escândalo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a denominar o grupo de “bando de aloprados”. O nome pegou, e passou a identificar aqueles petistas.
 
Sendo denunciados por crime contra o sistema financeiro, agora a Justiça Federal livrou-os da condenação, e decretou “atipicidade das condutas” dos crimes de quadrilha e lavagem de dinheiro para outros quatro: Jorge Lorenzetti, Fernando Manoel Ribas Soares, Sirley da Silva Chaves e Levy Luiz da Silva Filho.
 
Ainda assim, o dinheiro encontrado continuará confiscado pela denúncia apontar que o montante foi adquirido por meio de contratos de câmbio fraudulentos. 
 
Em nota, a assessoria de comunicação da Casa Civil informou ao blog de Fausto Macedo, no Estadão, que Mercadante “foi inocentado pelos rigorosos procuradores da República Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel” e pelos “11 ministros do Supremo Tribunal Federal”, por unanimidade.
 
Com informações do Blog de Fausto Macedo.
 

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