Lobista que pode entregar Serra prepara acordo de delação

 
Jornal GGN – O operador financeiro e lobista Adir Assad, que já acusou à Operação Lava Jato esquema de corrupção durante a gestão de José Serra (PSDB) em São Paulo, assina um acordo de delação premiada, prometendo entregar os desvios das grandes obras de gestões tucanas no Estado. A informação é da coluna de Lauro Jardim, desta segunda-feira (27).
 
Assad é apontado como o maior emissor de notas frias para lavagem de dinheiro de empreiteiras envolvidas em corrupção na Petrobras. Em acusação mais recente, afirmou aos procuradores da Lava Jato que repassou cerca de R$ 100 milhões ao engenheiro Paulo Preto – intermediário de políticos do PSDB, durante o governo de Serra.
 
Na acusação, Assad arrolou o envolvimento de políticos, mas disse não ser possível mencioná-los, uma vez que não tinha documento para comprovar as acusações. Sua função, contou aos investigadores, era a de apenas lavar o dinheiro e repassar aos operadores indicados, como Paulo Preto. 
 
Apesar de já inicialmente eximir os nomes dos possíveis tucanos envolvidos, a delação de Assad deve impulsionar outro acordo já em preparação, o de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Diretor da Dersa, estatal responsável por investimentos rodoviários de São Paulo, durantes as gestões do PSDB no estado, é indicado como o principal elo entre a Odebrecht e os repasses ao partido.
 
Se aceitar falar ao Ministério Público Federal (MPF), engenheiro deve entregar revelações de esquema de corrupção e repasses a políticos durante os anos de 2005 a 2010, quando Geraldo Alckmin e José Serra governavam São Paulo.
 
 
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