Lula defende aprovação da lei contra abuso de autoridades, após criticar Moro e Dallagnol

Jornal GGN – Em seminário promovido pelo PT para discutir os desdobramentos da Lava Jato, o ex-presidente Lula defendeu a aprovação de uma lei contra abuso de autoridades e criticou o modus operandi da força-tarefa, que costuma inventar um crime para incutir nas pessoas e usar a imprensa para facilitar o julgamento.

“Acho que o PT tem obrigação de, no Congresso, aprovar a lei de abuso de atuoridade, porque ninguém está acima dessa discussão”, defendeu o ex-presidente.

Emocionado, Lula disse que o que a Lava Jato faz no Brasil é a “coisa mais sem-vergonha”, ao se referir ao uso, pelo juiz Sergio Moro, da “imprensa, para execrar pessoas investigadas junto à opinião pública e facilitar julgamentos”.  

“Mas eles deram o maior azar porque foram mexer com quem não deveria ter mexido. Nem Moro, nem os procuradores têm a lisura e a ética que eu tive nesses 71 anos de vida”, disparou Lula. “Eu quero é ver qual vai ser o crime imputado a mim”, acrescentou.
 
Lula ainda disse que os militantes do partido devem tomar a Lava Jato como uma lição e retomar o orgulho. Ele disse ainda que aqueles que foram pegos praticando crimes devem responder, mas aqueles que são denunciados sem provas devem receber a solidariedade dos companheiros de legenda.
 
Novamente, Lula disse que não é admissível que a Lava Jato destrate o PT sem que ninguém faça nada. “E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa… O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo”, comentou Lula.
 
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