Lula será julgado dia 24 de janeiro, pede revisor em tempo recorde

 
Jornal GGN – O Tribunal Federal Regional da 4ª Região já marcou o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo juiz Sergio Moro no caso do triplex, para o dia 24 de janeiro. O pedido partiu do desembargador Leandro Paulsen que, após revisar o parecer do relator Gebran Neto, pediu o agendamento.
 
Para solicitar a data, Paulsen, que integra o TRF-4, precisaria ter finalizado a revisão do voto do desembargador João Pedro Gebran Neto. Foram usados apenas seis dias úteis para concluir a chamada revisão.
 
De acordo com levantamento divulgado por Monica Bergamo, o processo contra o ex-presidente Lula, que pretende concorrer às eleições em 2018, está tramitando em velocidade recorde no Tribunal. Passaram apenas 42 dias desde a condenação de Lula por Moro e o início da tramitação da ação na segunda instância.
 
Gebran Neto também escreveu suas conclusões em tempo recorde, apenas 36 dias para finalizar o voto. Agora, o revisor Leandro Paulsen demorou menos de uma semana para avisar a Secretaria da 8ª Turma que o seu posicionamento está pronto e, portanto, o julgamento já poderia ser colocado na pauta do tribunal.
 
A fim de verificar possíveis discrepâncias na tramitação do caso, a defesa do ex-presidente Lula pediu a ordem cronológica dos recursos em tramitação à Presidência do Tribunal. O objetivo é analisar se o TRF-4 teve isonomia de tratamento dado a outros réus.
 
“Estamos aguardando os dados que pedimos à Presidência do Tribunal sobre a ordem cronológica dos recursos em tramitação. Esperamos obter essas informações com a mesma rapidez a fim de que possamos definir os próximos passos”, informou, em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins.
 
Segundo ele, se até agora a discussão era sobre a validade dos materiais utilizados como prova pelas autoridades, agora o tema vai além: “Temos que debater o caso também sob a perspectiva da violação da isonomia de tratamento, que é uma garantia fundamental de qualquer cidadão. Esperamos que a explicação para essa tramitação recorde seja a facilidade de constatar a nulidade do processo e a inocência de Lula”, concluiu a defesa.
 
 
 

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