Marco Aurélio determina à Justiça Eleitoral apuração de caixa dois de Onyx Lorenzoni

Ministro do Supremo negou foro privilegiado e Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul fica responsável pela apuração preliminar do caso

Jornal GGN – O Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de foro privilegiado feito pela defesa do ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Com a decisão proferida nesta quinta-feira (21), Aurélio Mello determinou o envio do caso para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), que fica responsável pela apuração preliminar se houve ou não repasses do grupo J&F à candidatura do atual ministro por meio de caixa dois. Se for configurado indícios do crime, o TRF-RS irá decidir sobre a abertura de inquérito ou arquivamento do caso. 

Em 2017, em entrevista ao jornalista André Machado, da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre, o então deputado federal, Onyx Lorenzoni, admitiu que não declarou R$ 100 mil reais que recebeu da JBS, e pediu desculpas:

“Quero pedir desculpas ao eleitor que confia em mim pelo erro cometido”. O repasse foi revelado na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista ao Ministério Público Federal. Em novembro de 2018, ao ser enfrentado com o fato de que irá fazer parte de um governo que admitia um ministro investigado por caixa dois, o ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro respondeu aos jornalistas: “Ele já admitiu e pediu desculpas”.

O ministro Onyx também é acusado de receber outro repasse de R$ 100 mil pelos delatores da J&F, por meio de caixa dois, para a campanha de 2012. Ao ser enfrentado sobre mais essa acusação, no final de 2018, o ministro já não pediu desculpas e se defendeu dizendo que imprensa estava requentando “uma informação do ano passado”, se referindo como um “combatente contra a corrupção”.

Ao negar o pedido de foro Marco Aurélio no caso de Onyx, o ministro Marco Aurélio respondeu ao pedido da Procuradoria Geral da República. O Ministério Público entende que os atos supostamente praticados por Onyx foram antes do exercício no atual cargo, no mandato de deputado federal, portanto não lhe caberia a prerrogativa de foro.

Leia também: Ministro do Turismo pede foro privilegiado ao STF, e Luiz Fux é o relator

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora