Marta Suplicy e mais 4 não serão investigados porque têm mais de 70 anos

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – Marta Suplicy (PMDB) e mais quatro parlamentares não serão investigados a reboque das delações da Odebrecht porque têm mais de 70 anos e, por causa disso, o prazo para investigação cai pela metade, informou a Agência Brasil.

Segundo o portal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu pedir o arquivamento das cinco investigação ao Supremo Tribunal Federal, mas somente após o relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, apontar a possível prescrição dos crimes.
 
Foram beneficados pela decisão, além de Marta, os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB), Roberto Freite (PPS), Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino (DEM). O PGR pediu inquérito contra os 5 políticos quando divulgou a chamada “lista de Janot 2.0”, que incluia um total de 84 pedidos de investigação por causa da delação da Odebrecht.
 
No caso de Marta, o delator Benedicto Barbosa Junior, da Odebrecht, afirmou que a senadora recebeu caixa 2 em duas oportunidades: nas eleições de 2008 (quando disputou a Prefeitura de São Paulo) e 2010 (quando concorreu ao Senad), num total de R$ 1,050 milhão. Os repasses teriam sido efetuados a pedido do marido de Marta, o empresário Márcio Toledo. A imputação foi de corrupção passiva, apontou o Conjur.
 
PARALELO COM LULA E GENOÍNO
 
A decisão de Janot, influenciada por Fachin, levanta dúvidas sobre os critérios aplicados a outros inquéritos da Lava Jato que foram instaurados a reboque da delação da Odebrecht.
 
É o caso de José Genoíno, que será investigado pela Procuradoria da República em São Paulo por supostamente ter recebido R$ 30 mil em doação eleitoral da empreiteira, em 2010. O delator Alexandrino Alencar também teria afirmado que doou R$ 15 mil a Genoíno sensibilizado com a situação dele após o Mensalão. Nos dois casos, os informantes negaram contrapartida.
 
Embora Genoíno tenha 71 anos e o caso relatado pela Odebrecht tenha ocorrido em 2010, com um valor muito inferior ao de Marta, não há notícia de que os procuradores da Lava Jato discutiram eventual arquivamento desse inquérito.
 
O mesmo paralelo pode ser feito em relação aos processos contra Lula, que já tinha mais de 70 anos quando foi denunciado formalmente por causa do triplex.
 
Pelos relatos da força-tarefa de Curitiba, o apartamento da OAS teria sido repassado a Lula em meados de 2009.
 
Se considerado que o juiz Sergio Moro responsabilizou o petista pelos crimes de ex-diretores da Petrobras, o suposto crime remontaria aos mandatos de Lula, pois foi quando o governo petista discutiu com os partidos da base a nomeação de dirigentes como Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor Cerveró e Pedro Barusco.
 
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