Mensagens do hacker de Araraquara eram postadas de Brasília desde o dia 15 de julho

'O fato de os tweets terem sido enviados de Brasília não é um detalhe e pode levar à verdadeira história do tal hacker de Araraquara', pondera Rovai, na Revista Fórum

Jornal GGN – O suposto hacker de Araraquara, interior de São Paulo, Walter Delgatti Netto, fez todas as postagens do seu Twitter, desde o dia 15 de julho, de Brasília. É isso que mostram as informações sobre a sua localização na rede social. A informação foi destaque da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Em um artigo na Revista Fórum para avaliar essa nova informação, Renato Rovai poderá que de duas um: ou Delgatti estava passando os dias na capital federal, e não em Araraquara, ou sua conta foi administrada por alguém de Brasília nesses últimos dias.

“O fato de os tweets terem sido enviados de Brasília não é um detalhe. Pode ser a ponta de um novelo que vai levar à verdadeira história do tal hacker de Araraquara”, reflete Rovai, apontando para mais um indício de que pode se tratar de “alguém que se tornou o ‘hacker de esquerda’ para criar a história tão desejada pelo governo, por Moro e pela Lava Jato”.

Rovai ressalta que nesta quarta-feira (24), logo após a notícia da prisão dos supostos hackers, o blog apurou que Delgatti havia ficado desde 2011 sem usar sua conta no Twitter.

“No dia 27 de maio deste ano, pouco antes do juiz Sérgio Moro anunciar que seu celular havia sido invadido, o que ocorreu no dia 4 de junho, com um comportamento completamente diferente do que tinha antes”, pontua o jornalista.

Ele destaca que a partir do dia 27 de maio, o suposto hacker alterou seu posicionamento político, passando a ser “Lula Livre” e republicano matérias de jornais da esquerda e progressistas como o 247, DCM, Fórum, Carta Capital, The Intercept, além de mensagens de políticos petistas, entre eles Paulo Pimenta e Margarida Salomão.

“A questão é que Delgatti é filiado ao DEM e no seu Instagram, que é fechado, a frase de destaque é uma crítica a Dilma”, completa Rovai.

O jornalista ressalta também informações da matéria de Cleber Lourenço, também na Fórum, mostrando o relato de uma ativista de esquerda que diz ter sido procurada por Delgatti no Instagram para “lhe passar informações exclusivas do caso Vaza Jato, dizendo-se amigo de Gleen Greenwald”.

“Essa ativista tinha um nick no twitter que cairia como uma luva se, porventura, pudesse ser acusada de participar do esquema de vazamentos para politizar a história contra o PT e partidos progressistas”, completa Rovai. Para sua coluna na íntegra, clique aqui.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Loading comments...