Militares silenciam após soltura de Lula

Para oficiais do Exército, entendimento do STF pode favorecer extremistas de direita e de esquerda, mas que não cabem mais manifestações públicas

Divulgação

Jornal GGN – Os militares não receberam bem a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provenientes da 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, existe o temor entre generais da reserva que o caso alimente o extremismo e pede por “equilíbrio”, enquanto oficiais do Exército dizem que, no momento, não cabem mais manifestações públicas sobre o caso por parte de comandantes da ativa, como ocorreu em abril de 2018 – quando o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, usou o Twitter para publicar uma mensagem que pressionou os ministros da Corte.

A decisão da Fachin causou incredulidade no Ministério da Defesa, ao ponto de um oficial da ativa das Forças Armadas considerar a anulação “absurda”, e que isso sela a queda do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, figura tida em alta conta no meio militar.

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