Ministro do Turismo só poderá ser investigado sobre laranjas do PSL em zona eleitoral de BH

O caso das candidaturas laranja do PSL está sob segredo de Justiça em zona eleitoral de Belo Horizonte e juiz proibiu divulgação de desdobramentos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), um dos principais alvos do inquérito sobre as candidaturas-laranjas do partido de Jair Bolsonaro, não poderá ter outras investigações contra ele abertas no mesmo caso. A decisão é do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

O ministro configura, ao lado do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e do presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar, como os principais nomes do governo Bolsonaro que foram atrelados à investigação da PF que já dura 10 meses.

Marcelo foi indiciado juntamente com outras 10 pessoas no inquérito das candidaturas-laranja no partido de Bolsonaro no último 4 de outubro. A investigação foi o que provocou os movimentos do mandatário de querer abandonar a sigla, para dissociar de seu nome as acusações.

Mas o caso que tramita em segredo de Justiça ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (17), quando se soube que por decisão do desembargador do TRE-MG, Alexandre Victor de Carvalho, o atual ministro do Turismo respaldado por Bolsonaro não poderá ser investigado em outros estados ou pela Justiça comum, por exemplo.

O desembargador determinou “a vedação à múltipla persecução penal pelo mesmo fato criminoso” e que Marcelo Álvaro Antônio (PSL) só será investigado pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, impedindo “o início ou a continuidade de outro processo que tenha por objetivo discutir os mesmos fatos que já foram objeto de persecução anterior”.

O ministro foi denunciado no último dia 4 de outubro por falsidade ideológica, apropriação eleitoral e associação criminosa. O juiz responsável pelo caso, Flávio Catapani, determinou que nenhum desdobramento da denúncia seria divulgado.

 

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2 comentários

  1. Quando não se trata de Lula ou do PT, processos não vazam, não se desdobram e ficam restritos a um forum.
    No Brasil a efígie que representa a justiça precisa ser redefinida pois se enxerga atraves da venda, a balança nao se equilibra e a espada só corta de um lado.

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