Ministro nega ouvir Yunes e Padilha em ação de cassação de Temer

Relator do processo no TSE, Herman Benjamin, disse que ação não pode servir para investigar “todo o setor político brasileiro”
 
 
Jornal GGN – O ministro relator da cassação de Michel Temer e da chapa com a então presidente Dilma Rousseff, Herman Benjamin, negou ouvir o ex-assessor e amigo de Temer, José Yunes, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Ambos são alvos da Operação Lava Jato.
 
A defesa da ex-presidente Dilma pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ouvisse os depoimentos de Yunes e Padilha, sob a argumentação de que o atual ministro coordenou a campanha do PMDB, intermediando os repasses das disputas de 2014 do partido e possivelmente caixa dois.
 
Os advogados de Dilma queriam que Padilha e Yunes esclarecessem as acusações de negociarem e intermediares os pagamentos de caixa dois por empreiteiras, como a Odebrecht. “Diante de sua reconhecida amizade de 50 anos com Temer, a defesa de Dilma pediu ao relator que o convoque [Yunes’a esclarecer quando recebeu recursos, se foram via caixa 2 e se destinou o dinheiro à chapa Dilma-Temer”, disse em nota.
 
Entretanto, Herman Benjamin negou o pedido. “Não houve referência, no conjunto probatório até aqui produzido, de fatos concernentes à atuação de Eliseu Padilha ou José Yunes que tenham correlação direta com o objeto desta causa, isto é, o financiamento da chapa Dilma-Temer em 2014”, publicou o ministro em sua decisão.
 
Para o ministro corregedor, a ação de cassação “não pode servir como um centro de investigação de ilícitos penais que, em tese, envolvam todo o setor político brasileiro”.
 

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