Moro defende PF antes de pedir explicação sobre coerção de Lula em filme

Ao contrário do que divulgou jornal, explicação da Polícia Federal não foi condição para Moro já despachar negando pedido de defesa do ex-presidente
 
 
Jornal GGN – Negando os pedidos da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para que uma possível gravação da condução coercitiva contra o ex-presidente fosse impedida de ser utilizada no filme “Polícia Federal – A lei é para todos”, o juiz da Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro, pediu para a PF justificar se fez ou não as gravações denunciadas pelos advogados, em um prazo de cinco dias, após defender os investigadores.
 
Apesar de imediatamente negar a solicitação da defesa, justificando que não cabe à Justiça “impor censura a veículos de comunicação ou mesmo produção de algum filme”, conforme publicou o GGN na última sexta-feira (24), o magistrado pediu que os investigadores prestem “oportunos esclarecimentos”.
 
A medida do juiz do Paraná, contudo, foi sair em defesa dos delegados da Polícia Federal, antes mesmo de obter o posicionamento dos mesmos. Ao contrário do que fez parecer reportagem do Estadão, desta segunda-feira (27), de que o juiz teria concordado em um pedido de explicações da PF, a determinação foi medida protocolar.
 
“Moro dá 5 dias para PF se manifestar sobre suposto vídeo de coercitiva de Lula – Advogados do petista pediram ao juiz da Lava Jato que proíba imagens do dia em que o ex-presidente foi levado a depor, em março do ano passado, em filme ‘ Polícia Federal – A lei é para todos'”, foi a manchete do Estadão, recuperando a medida da última semana.
 
Nos últimos dois parágrafos, Moro afirmou: “De todo modo observo que a petição baseia-se em reportagem jornalística tão somente. Não consta que qualquer gravação efetuada durante a diligência de condução coercitiva tenha sido disponibilizado à produção do filme ou a qualquer veículo de imprensa. Se o último fato tivesse ocorrido, aliás, provavelmente tais imagens já teriam sido publicizadas”.
 
Já com as suas considerações fechadas, somente então anotou: “a, intime­-se a autoridade policial responsável pelo caso para prestar oportunos esclarecimentos e se manifestar sobre a petição do evento 338”.
 
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