Moro volta atrás e permite que Glaucos busque provas em ação contra Lula

Foto: Reprodução

Jornal GGN – De volta das férias, o juiz Sergio Moro decidiu, no último dia 16, rever a decisão que proibiu Glaucos da Costamarques de buscar imagens das câmeras de segurança do Sírio Libanês que possam identificar a entrada, mesmo que sem registro, do advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira.

Glaucos sustenta que, entre 2011 e 2015, não recebeu os valores correspondentes ao aluguel de um apartamento vizinho ao do ex-presidente. A Lava Jato afirma que Lula não pagava porque recebeu o imóvel como propina da Odebrecht. Contra essa versão dos fatos existe declarações de imposto de renda, recibos do aluguel e a admissão, por parte de Glaucos, que comprou o apartamento com recursos próprios e lícitos. 

Mas a defesa de Glaucos acha que pode a eventual imagem de entrada de Roberto Teixeira no Sírio Libanês provará que o advogado tratou ali no hospital do início do pagamento do aluguel, no final de 2015.

Moro havia indeferido o pedido, mas voltou atrás depois que a defesa de Glaucos assumiu a responsabilidade por fazer a prova e acolher as despesas decorrentes dessa diligência.

“(…) muito embora pareça-me improvável que a Defesa logre realizar a identificação pretendida, defiro o acesso pela Defesa de Glaucos da Costamarques dos vídeos eventualmente mantidos quanto à gravações de acesso ao Hospital Sírio Libanês ou ao apartamento ali ocupado por Glaucos da Costamarques entre 23/11/2015 a 29/12/2015”, disse Moro.

“Caberá à própria Defesa de Glaucos da Costamarques obter as cópias ou o acesso a esses vídeos diretamente junto ao Hospital Sírio Libanês. Caberá à Defesa procurar diretamente o Hospital. Quaisquer custos correrão por conta da Defesa e poderão ser cobrados dela diretamente pelo hospital. Concedo à Defesa o prazo de 15 dias para proceder a tal exame, devendo informar o resultado a este Juízo.”

Curiosamente, Moro não insistiu na tese de que a prova, no mérito, é irrelegante. Apesar de poder provar que parte do Glaucos diz é verdadeiro – no caso, atesta apenas que Roberto Teixeira o visitou -, as imagens não serão capaz de revelar o conteúdo de qualquer conversa que tenha ocorrido entre ambos.

Moro fez esse mesmo raciocínio para negar outro pedido da defesa de Glaucos: quebra de sigilo telefônico para provar que ele teve contato com José Carlos Bumlai e Roberto Teixeira, há quase 5 anos. Com as ligações, Glaucos quer provar outra parte de sua defesa: a de que devolveu a Roberto Teixeira, a pedido de Bumlai, parte do lucro que obteve na compra e revenda de um imóvel que a Odebrecht ofereceu ao Instituto Lula. 

“(…) a eventual identificação das ligações nada diria a respeito de seu conteúdo. Ilustrativamente, da eventual identificação de ligações com José Carlos Bumlai e com Roberto Teixeira não decorreria conclusão de que o assunto seria a afirmada devolução do dinheiro”, disse Moro.
 
Nesta ação penal, Lula é acusado de receber vantagem indevida da Odebrecht por meio da locação do apartamento de Glaucos e com a compra de um imóvel em SP que nunca foi ocupado pelo Instituto Lula.
 
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