MPM cria ferramenta de inteligência financeira

Banco Nacional de Projetos

Sistema do MPM reúne, relaciona e analisa dados de quebras de sigilo bancário

Do Portal CNMP

O Argus, ferramenta desenvolvida pelo Ministério Público Militar para auxiliar na prevenção e na repressão da criminalidade organizada, tráfico de drogas e crimes de fronteira, também foi inscrito no Banco Nacional de Projetos, sistema coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que reúne práticas bem-sucedidas do Ministério Público em todo o país.

Desenvolvido pelo Centro de Apoio à Investigação (Cpadsi) do MPM, o Argus é uma ferramenta de inteligência financeira e análise visual capaz de reunir, relacionar e analisar dados de quebras de sigilos bancários autorizadas pela Justiça.

O sistema proporciona uma modernização dos procedimentos e instrumentos de análise de investigações financeiras. Segundo o procurador-geral de Justiça Militar, Marcelo Weitzel, foram muitos os avanços tecnológicos para obtenção de dados bancários verificados nos últimos tempos, entretanto, carecíamos de modernização semelhante nos mecanismos para tratar essas informações. “O Argus promove a análise e o cruzamento dos dados financeiros, tornando mais claras as informações de interesse aos peritos”, esclarece.

Levantamento realizado pelo Cpadsi constatou que os gráficos gerados pelo Argus reduzem em até 80% o tempo gasto na investigação de quebra de sigilo. A ferramenta tem capacidade de compilar todas as informações referentes à quebra numa única consulta e realizar o cruzamento contextualizando desses dados.

O Argus é capaz de responder, instantaneamente, por meio de gráficos navegáveis, a questionamentos referentes a movimentação financeira tais como: Quais investigados transferiram diretamente dinheiro para as contas uns dos outros? Qual o montante das movimentações financeiras entre os investigados? Existe algum intermediador (laranja) que deveríamos solicitar também a quebra de sigilo?Houve algum período de movimentação atípica? Esses são apenas exemplos das várias possibilidades de respostas que se pode obter com o sistema.

O MPM já assinou termos de cooperação técnica com vários Ministérios Públicos para cessão do Argus: MPF, MP/SP, MP/MS, MP/SC, MP/RS, MP/ES, MP/PB, MP/BA, MP/RN, MP/AC. Além do MP, também utilizam o Argus a Advocacia Geral da União, o Departamento da Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Segundo Dino Elias Pinto, assessor-chefe do Cpadsi, a disponibilização do Argus no Banco Nacional de Projetos/CNMP irá promover uma grande evolução no sistema. “Os testes, críticas e sugestões feitos pelos novos usuários contribuem para o aperfeiçoamento da ferramenta”, avalia.

O nome Argus é originário da mitologia grega. Argus ou Argos (Άργος) Panoptes – aquele que tudo vê – era um gigante com 100 olhos e um excelente vigia, pois jamais dormia plenamente. Quando 50 de seus olhos se fechavam, os outros 50 permaneciam abertos.

Texto: Ascom-MPM (www.mpm.gov.br)

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