Não existem provas de fraude eleitoral, diz integrante da PGR

Em entrevista, subprocuradora-geral da República afirma que ataques de Bolsonaro não passam de estratégia para mobilizar quem acredita nisso

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os sucessivos ataques do presidente Jair Bolsonaro contra as urnas eletrônicas buscam apenas manter quem acredita nisso em permanente conflito, disse a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Luiza Frischeisen afirma que os eleitores brasileiros precisam se informar mais sobre o histórico das eleições e o atual processo de votação no Brasil.

“Realmente as pessoas precisam saber sobre a questão da urna eletrônica, como ela é auditável, como a Justiça Eleitoral acompanha, o Ministério Público Eleitoral; como há auditagens no início — a zerésima — e ao fim também”, ressaltou. “Então, é importante as pessoas se informarem mais e não acreditarem em tudo que recebem por grupos de WhatsApp. Ou acreditarem em uma única fonte que tenha interesse em divulgar inverdades”.

Sobre a decisão de Bolsonaro em reconduzir o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, a mais um mandato, ignorando a lista tríplice, Luiza (que integrava essa lista ao lado de Mario Bonsaglia e Nicolao Dino) afirmou que era fundamental que fosse construída uma lista neste ano e, também, para que exista lista em 2023. “A lista teve um quórum enorme, de cerca de 80% da classe, o que demonstra uma adesão bem alta. Acho que a missão foi muito bem cumprida”, pontuou.

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3 comentários

  1. Nao existem provas de nada, as urnas sao inauditaveis.

    E nao se diga que elas produzem relatorios sobre si mesmas porque qualquer programa mal intencionado vai apagar a provas de qualquer coisa em primeiro lugar.

    Elementar, meu caro Watson.

    Se a PGR disser que ha indicios de fraude estara acusando a Justica Eleitoral, ou o supremo em ultima instancia, que e responsavel pelo sigilo e seguranca delas e, ao mesmo tempo, pelo seu projeto, producao, transporte e operacao.

    Essa jabuticaba nao existe em nenhum outro lugar do mundo. A Diebold saiu daqui e foi processada nos EUA imediatamente ate desistir do negocio. Aqui nunca foi incomodada, pelo contrario, tinha o monopolio do negocio por atribuicao do TSE.

  2. Voce e insuperavel quando faz jornalismo investigativo, Nassif. Quando faz jornalismo declaratorio, nao.

    A Sue Halpern investigou:

    But as Saltman observed, because this technology was beyond the comprehension of most election officials, they had little choice but to put their trust in, and cede authority to, equipment manufacturers. As a consequence, he wrote, “when vendors assume more responsibility than they should, due to the jurisdictions’ lack of in-house capability, situations may be created in which conflict of interest is a serious concern.”

    https://www.nybooks.com/articles/2020/11/19/election-who-owns-our-voting-machines/

  3. Aguas passadas nao movem moinhos.

    Rentabilidade anterior nao garante resultados futuros.

    Qualquer corretor de investimentos sabe disso.

    Os procuradores da republiqueta ja deveriam ter aprendido que nenhum computador e 100% seguro como alegam os magistrados, leigos em tecnologia digital, sem falar do Direito pura e simplesmente.

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