O que o Brasil poderia fazer com R$ 51 milhões que seriam de Geddel?


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Os 51 milhões de reais encontrados em um imóvel que seria usado pelo ex-ministro de Temer e um dos principais assessores do mandatário, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), em bairro nobre de Salvador, como um “bunker” para guardar dinheiro vivo surpreenderam a todos pelas malas e caixas repletas de notas de 50 e 100 reais.
 
A Operação chamada “Tesouro Perdido”, desdobramento das investigações “Cui Bono” por fraudes envolvendo a Caixa Econômica Federal, levou um dia inteiro e sete contadoras de notas para chegar ao resultado dos R$ 51 milhões. 
 
Para entender quanto é realmente a quantia encontrada em malas e caixotes no apartamento e que seria de Geddel, reportagem do G1 fez uma série de comparações, que reproduzimos a seguir:
 
Este valor é equivalente a:
 
– 54 mil vezes o valor de um salário mínimo em vigor neste ano, de R$ 937;
– ¼ do que a União desembolsou neste ano para subsídios e financiamentos do Minha Casa Minha Vida;
– Estimativa do último prêmio da Mega-Sena, sorteado no sábado (2), porém ninguém acertou as dezenas sorteadas e levou a bolada.
 
E o que daria para fazer com 51 milhões?
 
– Pagar 1/6 da dívida da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que está de portas fechadas por conta da crise financeira;
 
– Cobrir as despesas de 680 mil alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), levando em conta o custo do ano passado, de R$ 75 por aluno, que foi o exame mais caro da história;
 
– Pagar a vida escolar de 89 filhos, considerando que eles estudem em escola particular de elite, com mensalidade de R$ 2,5 mil, desde a infância até o ensino médio. E depois ainda sejam aprovados em faculdade privada, com o mesmo valor mensal, em um curso superior de 4 anos de duração;
 
– Custear o benefício do bolsa família de 600 mil pessoas de um mês, levando em conta o subsídio de valor mais baixo;
 
– Garantir a manutenção de um mês de 170 mil tornozeleiras eletrônicas, levando em conta um custo médio de R$ 300 de cada;
 
– Pagar o salário de 22.174 professores com formação de nível médio e atuação em escolas públicas por um mês, considerando o piso de R$ 2.300 definido pelo Ministério da Educação que não é cumprido por todos os estados;
 
– Adquirir 1.458 carros populares;
 
– Arcar com a despesa mensal de 21.250 presidiários, incluindo alimentação e manutenção, considerando um custo de R$ 2.400 como média nacional.
 

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