Justiça dos EUA mostra quanto Odebrecht pagou de propina em 12 países

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Jornal GGN – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos calculou que o grupo Odebrecht pagou US$ 599 milhões em propinas, o equivalente a R$ 1,9 bilhão, para servidores públicos e políticos brasileiros, e mais US$ 439 milhões, o equivalente a R$ 1,4 bilhão em 11 países.
 
Entre os dinheiros repassados aos países no exterior, as autoridades norte-americanas estimam que são mais de 100 projetos em um total de 12 países, incluindo o Brasil, Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, panamá, Peru e Vezenuela. Os pagamentos de propina objetivam facilitar contratos e licitações junto a esses países. Com esses acordos, a Odebrecht teria obtido, pelo menos, o equivalente a R$ 12 bilhões, entre 2001 e 2016.
 
“Entre os anos de 2001 e 2016, a Obdebrecht, em conjunto com seus co-conspiradores, conscientemente e intencionalmente, conspirou e fechou acordos com outros para obter centenas de milhões de dólares corruptos, no pagamento e outras formas de repasses para, e por benefício de, autoridades estrangeiras, partidos políticos estrangeiros, políticos e candidatos estrangeiros para assegurar vantagens indevidas e influenciar aquelas autoridades, partidos, políticos e candidatos com o objetivo de obter e manter negócios em países por todo o mundo”, diz o documento.
 
O Departamento de Justiça acrescenta que “durante um relevante período, a Odebrecht junto com seus co-conspiradores pagaram aproximadamente US$ 788 milhões em propina em associação com mais de 100 projetos em doze países”.
 
A liberação das informações pelo Departamento de Justiça, assinadas pelos investigadores Robert L. Capers, procurador de Justiça, e Andrew Weissmann, chefe da Seção de Frade da Divisão Criminal, foi divulgada no acordo assinado entre o Brasil e os Estados Unidos com a Odebrecht, nesta quarta-feira (21).
 
Um dos países que mais envolveu repasses de propina foi a República Dominicana. “Entre 2001 e 2014, a Odebrecht movimentou mais de US$ 92 milhões de pagamentos corruptos a servidores do governo e intermediários trabalhando em nome deles na República Dominicana. A Odebrecht obteve benefícios de US$ 163 milhões como resultado desses pagamentos corruptos”, disse o documento.
 
O segundo país que, segundo as apurações dos investigadores norte-americanos, teve maior recebimento de propina foi a Venezuela, com US$ 98 milhões. No Panamá e Angola, foram apontados outros US$ 59 milhões e US$ 50 milhões, respectivamente, de repasses de propinas.
 
Argentina envolveu cerca de US$ 35 milhões, Equador US$ 33,5 milhões e Peru US$ 29 milhões de subornos. Na Guatemala, teve cerca de US$ 18 milhões de repasses, Colômbia envolver US$ 11 milhões e México US$ 10,5 milhões. Moçambique teve repasses de US$ 900 mil de propina.
 
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15 comentários

  1. Acordo Odebrecht-EUA: eles

    Acordo Odebrecht-EUA: eles são os dono do mundo

    POR FERNANDO BRITO · 22/12/2016

    Embora isso não seja propriamente uma novidade, é bom que apareçam as propinas pagas pela Odebrecht em 11 países para que se entenda que, em qualquer grande mercado mercado mundial, grandes empresas não hesitam em usar a corrupção como passaporte de seus interesses.

    Também é interessante ver que, de repente, a construtora brasileira passou a ser apresentada como uma “ovelha negra” no alvo rebanho dos grandes grupos industriais do mundo, todos eles fazendo negócios, claro, apenas por sua “expertise” e capacidade técnica. E como ela virou ” campeã” de ressarcimentos, quando Siemens, Alstom, Halliburton (aquela do vice-presidente americano  Dick Cheney) ,  British Aeroespace e Total pagaram multas maiores aos americanos por práticas idênticas e continuem sendo “modelos” mundiais de capacidade. Tanto que a última está recebendo quase de graça parte importante dos ativos importantes da pobre Petrobras.

    A ladroagem, portanto, não é “coisa de brasileiro”. Não é o “caráter dissoluto” de empresários e políticos de um só país, mas a regra que vige no mundo – mundo, literalmente- dos negócios bilionários do capitalismo.

    E olha que nem se foi – e nem se vai – ao foco do banditismo financeiro mundial: os bancos.

    A melhor forma de compactuar com a corrupção é achar que, no planeta do dinheiro grosso, existe algum santo.

    O mais curioso, entretanto, é que o Departamento de Justiça, órgão do Governo americano, julga e multa empresas de outros países por atos de corrupção praticados também em outros países, sem que isso nada tenha a ver com os negócios de ambos nos Estados Unidos.

    O país que sempre foi “a polícia do mundo” é, também, sem questionamentos, a “justiça do mundo”.

    http://www.tijolaco.com.br/blog/acordo-odebrecht-eua-o-moro-do-mundo/

  2. Ciúmes

    “Entre os dinheiros repassados aos países no exterior, as autoridades norte-americanas estimam que são mais de 100 projetos em um total de 12 países, incluindo o Brasil, Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, panamá, Peru e Vezenuela.”

    Os EUA são uma velha senhora invejosa e ciumenta e com gente assim não se deve brincar.

    O fato de estar denunciando os doze países tem uma de duas razões: Ou é ciumes por não ter tomado parte na suruba, ou tomou parte e para não ficar mal na fita denucia os outros primeiro, porque obras o Odebrecht fez por lá tambem.

    É só procurar que acha uma propinazinha pros yankees, alí ninguem é santo; só o Moro, Dallagnol e Janot acreditam que são. 

     

  3. O DOJ tá muito ocupado com a Lava Jato

    O DOJ tá muito ocupado com a Lava Jato, não tem tempo para recuperar mais de 90 bi roubados do tesouro americano por conta da invasão ao Iraque,,,e como uma figura ligada as petroleiras será secretário de Trump, as coisas vão piorar prá nós matutos.

    “O processo da cruzada moralista é uma espécie de loucura coletiva inédita na História brasileira, uma espécie de “Caso Dreyfuss”. A política sempre operou com dinheiro, aqui, na França, nos EUA, na Rússia, não existe politica sem dinheiro. É possível melhorar regras, mas não é possível extinguir o pecado, algo que a cruzada pretende e, no processo de eliminar o pecado, vai acabar com a democracia e levar o País ao maior obscurantismo de sua História.” André Araújo

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/a-cruzada-moralista-e-sua-ideologia-por-andre-araujo 

     

  4. Para consumar o golpe de

    Para consumar o golpe de Estado contra Pindorama só falta prender o Lula. A mulher do Moro já se mandou pros States, o dito cujo já conseguiu a licença para empreender fuga após a Operação Destruição a Jato. O office boy do Tio Sam deixará para trás uma terra arrasada e ele feliz em Miami…e os trouxinhas aqui penando nos ônibus…na Era Lula rodavam por ai de avião….mas por falta de esclarecimento cairam no conto do vigário do qual os EUA foi parte principal, inclusive para prender o Almirante Othon e assim detonar importantes projetos na área da defesa que, como se sabe, já em 2008 deixou o Tio Sam de orelha em pé…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=qRz-hWqSCCU%5D

    • Acontece que lá a propina (lobby)…

      Jorge leite Pinto, acontece que lá a propina (lobby) é legalizado, portanto oficialmente nunca saberemos se a empreteira molhou a mão de algum político americano, vale lembrar também, que na legislação americana quando em uma eleição lá é permitido lobby junto aos politicos pelas empresas, funciona mais ou menos assim: uma empressa qualquer oferece tipo US$ 100 milhões dólares para aprovar um projeto qualquer de interesse da mesma, esse lobby é registrado oficialmente nos órgãos eleitorais de lá, mas quando no ajuste de contas no final da campanha, se aparecer na conta de algum político 1 dólar a mais, tanto a empresa como o político se forem pegos serão processados e condenados entre multas e também prisões. 

      Como vimos, diferente daqui onde até mesmo doação legal e registrado no TSE pode ser configurarado propina, dependendo do partido político envolvido  claro. agora entenderá o porque de certas perseguições e o próprio golpe impetrado contra a ex Presidente Dilma Roussef. 

  5. É propina demais pra pouco lucro

    De forma direta e reta, o Jornalista Luís Costa Pinto levanta uma lebre que pode vir a desmascarar um grande complô contra empresas brasileiras de infraestrutura.

    “Quem pôs esse jabuti em cima da árvore? Tem coelho nesse mato: não faz sentido alguém pagar R$ 2,6 bilhões em propina para receber R$ 12 bilhões em obras. Mais de 20% de propina?!? Nem traficante viciado queima assim o próprio patrimônio. Essa informação, montada e vazada nos EUA, reforça a tese de que há um grande complô contra as empresas brasileiras de infraestrutura porque nunca antes na História do mundo um grupo de empresas de fora do G7 vinha conquistando tanto mercado quanto as empreiteiras de bandeira brasileira. Sei não… eu, se estivesse do outro lado do balcão de informações, desconfiaria muito antes de publicar para não deixar o joio chegar às páginas. Pagar 2,6 de propina para ganhar 12 bruto é conta que não fecha.”

    http://www.revistaforum.com.br/2016/12/22/e-propina-demais-pra-pouco-lucro/

  6. Fuga da justiça ou da vingança?

    Depois de promover encarceramentos ilegais (sem intimação prévia), tortura psicológica visando delações sob medida, humilhações extensivas às famílias dos presos com invasão de suas privacidades, expor pessoas à execração pública pela mídia-bandida (globo à frente), a “famiglia” do chefe da gangue agora foge da justiça ou da vingança?

    https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2016/12/esposa-de-moro-muda-se-para-os-eua-para.html

  7. Esta é a acusação.
    Não vejo

    Esta é a acusação.

    Não vejo assinatura da Odebrecht.

    É um copia e cola de denuncias ofertadas aqui no Brasil.

    Texto semelhante a várias ofertadas e aceitas ..

    • esta….

      Obrigado Estados Unidos da América por combater a corrupção. No país dos outros, é claro?! Pratica de Politica de Estado dos norte americanos até a década de 1990, que incentivava e financiava a corrupção desde que em benefício dos interesses americanos. Potências européias idem.  Não apoioa corrupção. Mas também não apoio o direcionamento, a destruição de marcas, empresas,  biografiasas e politicas nacionais abrindo novamente o caminho para décadas de atraso e subserviência a outros países, seus interesses e suas empresas. 2016. É muito atraso, imbecilidade e mediocridade num país com tamanho potencial como o nosso. Não existem desculpas.     

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