Operação Ouvidos Moucos ainda tenta incriminar Cancellier


Ex-reitor, Luiz Carlos Cancellier – Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
 
Jornal GGN – Até agora, a Polícia Federal não conseguiu provas ou definições das suspeitas de que o reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier, tentou obstruir investigações internas na instituição. Mas após o suicídio do reitor, em outubro, a PF segue tentando incriminá-lo.
 
Nesta quinta-feira (21), reportagem da Folha de S. Paulo mostrou um depoimento dado pelo próprio ex-reitor aos investigadores da Operação Ouvidos Moucos. Ele afirmava que “não tentou proteger ninguém” e que ao determinar a avocação da sindicândia investigativa, buscou “empregar maior celeridade à apuração, visando ao esclarecimento dos fatos”.
 
O registro é de termo de oito páginas do depoimento de Cancellier, dado aos autoridades duas semanas antes de se suicidar. Mas a PF não parou por aí. Segue tentando encontrar provas de que o ex-reitor teria envolvimento no suposto desvio de recursos e irregularidades em programa de Educação à Distância da Universidade.
 
E, assim, com base em depoimentos tomados pela PF, antes da morte do ex-reitor, de professores que desconfiavam sobre as irregularidades, ainda sem qualquer prova ou materialidade dos estados de ânimo, os investigadores concluíram que havia um “ambiente tenso e cheio de desconfiança entre diversos professores”, narrou reportagem da Folha, divulgada hoje.
 
Relatório da CGU também conclui que teria havido um “descontrole pela universidade na gestão dos recursos públicos voltados para os cursos”, e que tal fato teria, assim, na conclusão da CGU, propiciado “por anos e anos situações de desvio de verbas públicas”.
 

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