Para Veja, hackers tentaram invalidar Lava-Jato e libertar Lula

Revista diz que "foco em senso de justiça" levou hackers a oferecem gravações à ex-deputada Manuela d’Ávila

Jornal GGN – Cinco meses depois, ainda se discute qual a motivação dos hackers que invadiram e copiaram mensagens de procuradores ligados à Lava-Jato e encaminharam tais informações ao site The Intercept Brasil, que tem divulgado o material junto com outros veículos de imprensa.

Agora, a revista Veja procura ligar o caso a políticos de oposição. Em texto publicado nesta sexta-feira, a publicação diz que conversas anexadas ao processo mostram que a operação para fulminar a Lava-Jato foi formalmente oferecida à ex-deputada Manuela d’Ávila, e que o objetivo com tal material era bem claro: libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anular os processos. E isso seria feito com a interceptação de conversas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a publicação da editora Abril, Manuela d’Ávila atuou como intermediária entre os hackers e o diretor do The Intercept Brasil, o jornalista Glenn Greenwald. A abordagem a Manuela foi feita em maio do ano passado, e o hacker prometeu “derrubar a Lava-Jato” com diálogos de todos os membros da força tarefa da operação, além de conversas em grupo entre os ministros do STF Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

Ao ouvir os argumentos do hacker, Manuela recomendou que ele entrasse em contato com Greenwald e assim, em 09 de junho, foi publicada a primeira leva de mensagens trocadas entre os procuradores da Lava-Jato e o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro. Com base em tais mensagens, a defesa de Lula pediu a suspeição de Moro – o que pode levar à extinção dos processos da Lava-Jato caso o pedido seja atendido.

Em meio à discussão a respeito do vazamento, cabe um questionamento: o veículo tinha essa mesma preocupação com a origem das gravações na época em que conversas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foram divulgadas pela imprensa, o que exerceu impacto direto sobre o resultado das eleições presidenciais de 2018? Ou essa preocupação é apenas seletiva?

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5 comentários

  1. Uma das premissas aqui é que o TheIntercept recebeu seu material desses “hackers”. O Glenn assumiu isso? Pensei ter lido que ele negava que a fonte dele era essa gente. Se o Glenn ainda não confirmou que são eles, porque até o GGN escreve como se fossem os autores?

  2. Os Jatoeiros dormiram de touca e o Lula faturou em cima dos inimigos. O conluio que todos suspeitavam foi revelado e a hipocrisia dos Jatoeiros também. Fundar uma empresa em nome das laranjas para lucrar com a visibilidade e o networking advindos da perseguição do Lula.

    Prende o $érgio Moro e liberta o Lula, Senhor Deus

  3. O pessoal do intercept entrega material para quem deve estar com os quatro pés afundados na lama….

    E se fossem mesmo esses tais hacker? Como saberiam de antemão o conteudo das mensagens? Ou, quem vazou participava do grupo? òbvio, que a intenção de quem seja o tal hacker era outra, ou teremos que ensinar logica a jornalixos?

  4. O importante não é saber como e/ou quem recebeu/passou as mensagens, porém, o que vai definir se a lava-jato é criminosa será a veracidade/autenticidade das mensagens publicadas.
    Como a mensagens são verdadeiras, para mim essa operação chamada lava-jato ta mais parecida como operação leva-jeito!

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