PF apura irregularidades no leilão do terreno do Cais José Estelita

do Jornalistas Livres

‘Novo Recife gerou prejuízo de no mínimo 10 milhões de reais’ afirma delegada da PF

de Rodrigo Pires com colaboração de Sergio Urt

No dia 30 de setembro, a Polícia Federal de Pernambuco deflagrou a operação “Lance Final” para apurar irregularidades no leilão do terreno do Cais José Estelita, em 2008. O Consórcio Novo Recife teria arrematado por um valor inferior ao valor de mercado. Segundo a delegada Andréa Pinho, o prejuízo aos cofres públicos é de “no mínimo” R$ 10 Milhões.

O Consórcio Novo Recife, formado por quatro empresas — Moura Dubeux, Queiroz Galvão, GL Empreendimentos e Ara Empreendimentos — afirmou por meio de nota que o leilão já havia sido exaustivamente examinado em várias instâncias judiciais e não haviam sido encontradas irregularidades.

O leilão aponta diversas irregularidades, segundo a PF. Edital e leilão sem números, ausência de publicidade, prazos não respeitados, concorrência manipulada, entre outros. Com isso a delegada diz que já existem provas suficientes de cometimento do crime. Assista a entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=eYDYrCCB4hs width:700 height:394

Andrea diz que os próximos passos serão identificar os autores do crime de direcionamento da licitação, já consolidado nos autos e tentar identificar nos elementos colhidos se há mais algum crime — corrupção, tráfico de influência ou alguma outra prática criminosa.

O terreno em discussão compreende uma área de 10,1 hectares e abriga antigos galpões, estações ferroviárias e a segunda linha de trem mais antiga do Brasil. O projeto é alvo de polêmica e ganhou o mundo com o Movimento Ocupe Estelita, formado por ativistas que são contrários ao projetos de construção de prédios no local.

Publicado orginalmente no Jornalistas Livres

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