PF deflagra segunda fase da Greenfield, sobre fraudes em fundos de pensão

 
Jornal GGN – A Polícia Federal realiza a segunda fase da Operação Greenfield, nesta quarta-feira (08), que tem como alvo quatro dos maiores fundos de pensão do país. Ao todo, estão sendo cumpridas cinco medidas judiciais em São Paulo e duas no Mato Grosso do Sul, incluindo a prisão contra o empresário Mario Celso Lopes, que ajudou a fundar a Eldorado.
 
Lopes teria atuado ao lado de Joesley Batista, um dos proprietários do grupo J&F. Ele e seu irmão, Wesley Batista, são investigados pela compra do silêncio do empresário. A fase apura justamente um suposto esquema de cooptação de testemunhas que poderiam trazer mais informações aos investigadores e fornecer provas sobre os crimes da Greenfield.
 
A Greenfield investiga crimes de gestão temerária e fraudes envolvendo os fundos Funcef, Petros, Previ e Postalis. As duas primeiras integram o FIP Florestal que é um dos acionistas da Eldorado Celulose, empresa do grupo J&F que passou a ser investigada após o registro de 184% de valorização.
 
A Eldorado fechou um contrato de fornecimento de madeira com a concorrente Eucalipto Brasil, com vistas a prejudicar os fundos de pensão. O objetivo do contrato, segundo os investigadores, seria “comprar o silêncio” de Mario Celso Lopes, que teria conhecimento dos “ilícitos na criação da empresa Florestal”, informou o MPF.
 
Segundo a PF, foram identificados déficits bilionários nos fundos de pensão, com a aplicação de investimentos de forma fraudulenta pelos fundos da Caixa Econômica, da Petrobras, do Banco do Brasil, dos Correios e do grupo J&F, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).
 
Lopes aceitou vender sua participação, em 2012, para a J&F na Eldorado, e assinou um termo de não concorrência por dez anos. Em seguida, criou a Eucalipto Brasil. Após um conflito entre as empresas, em novembro de 2015, fecharam um acordo entre as partes. No ano passado, a Eldorado teria repassado R$ 190 milhões por meio de um contrato com a Eucalipto Brasil, favorecendo a empresa e sem passar pelo conselho de administração da Eldorado.
 
Um dos conselheiros da Funcep, Max Pantoja da Costa, teria apresentado a denúncia que desdobrou nesta segunda fase da Operação. 
 
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